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Envelhecer pode ser sexy!

escrito por Unknown


Já mostramos aqui vários projetos fotográficos interessantes e vim dividir com vocês mais um que achei sensacional!

Erwin Olaf fez um projeto que vai contra a ditadura da juventude e da beleza! O ensaio ficou demais e achei fantástico o quanto essas mulheres parecem confiantes, o quanto se permitiram, o quanto é importante nos valorizar e ter amor pelo nosso corpo e o quanto podemos ser sensuais em qualquer idade. Vejam:


  












Não ficou lindo? ♥


Fonte: Obvious



O mundo plus tá encolhendo?

escrito por Unknown


Olá MaGGníficas!

Você já devem ter notado que, além de mim e da Alinne, várias outras blogueiras e modelos plus size estão emagrecendo ou fazendo projetos de RA (eu não vou citar uma por uma aqui pois não tive oportunidade de conversar com todas elas e só posso opinar dando o MEU ponto de vista.) 

Vocês também já devem saber, que estamos fazendo uma enquete (se não sabe ainda, corre e CLICA AQUI pra responder) e entre as várias perguntas que fizemos, uma delas é sobre o nosso emagrecimento. A enquete está bem longe de acabar, mas tivemos um número considerável de respostas, o que, somado aos comentários que recebemos de leitoras e abordagens mais diretas, me fizeram pensar no que estou prestes a responder.


Afinal, por quê o mundo plus resolveu emagrecer? E, como perguntou uma leitora, "se é tão maravilhoso ser gorda", pra quê tomar atitudes pra perder peso? E afinal, ser blogueira plus size e tentar ser menos gorda (ou mais magra) é uma alta traição?

O fato é que, se a gente tem um blog automaticamente dá margem pra expor a própria intimidade e eventualmente acaba tendo que "dar satisfação" da sua vida e das suas escolhas às pessoas que nos seguem, a maioria, folgo em dizer, pra dar carinho e motivação.  Então, eu vou tentar responder a essas perguntas (e claro, abrir o debate pra minhas colegas darem uma opinião diferente se quiserem). 

Ser gorda é maravilhoso

Pra começar, quem escreveu dizendo que fizemos afirmações assim certamente não leu o blog, nem nossas dezenas de depoimentos e histórias. Como eu já contei aqui, eu passei a vida toda me diminuindo por ser (ou por acharem que eu era) gorda. 

Meu primeiro DDM, em agosto de 2010, manequim 46. O segundo DDM, em dezembro de 2011, manequim 50 e muito mais segura, confiante e bonita!
Todo o processo da popularização do "plus size" ou "fat proud" não veio pra dizer que ser gordo é fantástico e ser magro é uma porcaria. Também não afirmamos que as pessoas diferentes da gente são feias ou doentes. A nossa bandeira é e sempre foi a a diversidade. Nós já fizemos posts sobre beleza de idosos, pessoas atléticas, pessoas com deficiência, pessoas magras, cheinhas, realmente gordas... Nós apenas não concordamos que deva existir uma única forma, um único padrão que não pode ser atingido por todo mundo. 

Nós quatro somos consideradas gordas pela maioria das pessoas. Todas nós já enfrentamos problemas para comprar roupas. Todas nós temos neuras e vergonhas em relação ao nosso corpo e nunca nos negamos a falar delas aqui. Se você acompanha o blog já leu que eu, Carol, estou sempre me vestindo pensando em disfarçar minha barriga, a Alinne sempre afirma não sair de casa de braço descoberto, a Dani gosta de modelagens que não mostre os culotes e a Marina prefere não chamar atenção pro pouco busto (e até neura com o dedo do pé ela já contou que tem!). 

A gente emagrece, engorda, emagrece e engorda de novo, mas continuamos GG!
Como bem apontou a nossa amiga e sábia Keka Demétrio, todas as pessoas tem alguma reclamação sobre o próprio corpo. O que não achamos justo é que nós, as gordas, tenhamos sempre que ser apontadas como as mulheres que não se cuidam, não se enfeitam, não se amam. Nós queremos que todas as pessoas possam ser, existir e se vestir à vontade sem que isso se torne uma tortura ou uma abertura pra ofensas e olhares humilhantes. 

O blog me ensinou a me aceitar, exatamente do jeito que sou. Hoje, eu me olho no espelho e vejo cada imperfeição minha do mesmo jeito que eu via há três anos. Com a diferença que agora, isso não me entristece, não me paralisa, não me impede de ser feliz. Nesse sentido, eu sou gorda e maravilhosa!

Nós engordamos

A Alinne já passou por isso antes: ela conta tudo AQUI

Quando eu comecei o blog, aos 30 anos, eu pesava 7 quilos a menos do que hoje. Considerando que eu já emagreci 13 quilos desde que comecei o projeto de emagrecimento e já havia emagrecido 6 quilos depois do parto, eu estava, após ter meu filho, quase 30 quilos mais gorda do que quando o MaGGníficas começou, há menos de 3 anos atrás. Outras blogueiras e modelos plus size relatam a mesma coisa: subiram dois ou três manequins depois de começarem no mundo plus. 

Será que relaxamos? Será que ao abandonar as dietas das quais fomos escravas a vida toda e adotar uma vida com mais auto estima acabamos nos liberando pra comer sem parar? 

A Dani emagreceu antes de ser moda (como sempre!): 2010, 2012 e 2013 


No meu caso específico, eu tinha saído de um emprego público e passei dois anos me dedicando a recomeçar minha carreira na inciativa privada. Eu deixei muita coisa de lado pela pós-graduação, as aulas, pelos serões nos escritórios e em nome do cansaço (não só a malhação, mas minha vida social, minha casa, meus bichos de estimação e até eu mesma). Quando eu finalmente resolvi me cuidar, veio a gravidez (eu estava matriculada há duas semanas na academia quando descobri). 

Eu passei a maior parte da vida usando manequim 44/46. Nessa época, meu ideal de beleza era usar 38. Sei que temos leitoras que usam dos mais variados manequins. Mas hoje, eu percebo que eu gostaria de achar um tamanho que me deixe contente e seja possível de manter. Eu ainda não sei qual será ele. Estou redescobrindo a atividade física. Redescobrindo meu papel no mundo como mãe e mulher.

Da direita pra esquerda: março de 2011 (eu não emagrecia de jeito nenhum, mas estava sempre com as pernas em dia por causa da musculação e do pilates)/ julho de 2013 (até os tornozelos ficaram mais gordinhos depois da gravidez)/ outubro de 2013 (as pernas afinaram, mas ainda não consigo pra usar minissaia)

E da mesma forma que eu não acho justo ter que usar 38 pra agradar o "mundo", também não está certo ter que usar 54 pra agradar as pessoas a quem eu sempre dediquei a minha batalha. Se meu peso faz diferença pras pessoas a quem eu me dirijo, nós estamos saindo de uma "ditadura" pra entrar em outra. Hoje eu uso manequim 50. Amanhã eu não sei. Pode ser mais ou menos e isso não vai mudar o que eu faço todo dia pra tentar deixar a vida de quem perde tempo pra ler um pouco melhor.


Não pra pra deixar a saúde de lado

A Marina é a mais magra de nós, tem mantido o peso desde que o blog começou mas já contou que teve que se mexer e fazer dieta pra melhorar a saúde (para lembrar CLIQUE AQUI)

Meu colesterol não é alto, nem minha pressão. Eu não tenho gordura no fígado nem problemas no joelho ou nas costas. Se você não considerar a obesidade em si um problema, minha saúde é atualmente perfeita, pois até meus problemas hormonais a gravidez corrigiu.

Mas ela foi um saco por causa do meu sedentarismo e excesso de peso. 

Logo nos primeiros meses eu inchava tanto que parei de usar sapatos. Meus tornozelos passaram meses com bolas imensas e no fim do dia eu não aguentava ficar em pé nem pra tomar banho de tão exausta. Eu tive dificuldade pra dormir desde o quarto mês e no sexto eu já não dava conta de ficar em pé nem sentada, só deitada. Minhas amigas magras passaram por tudo isso: no último mês apenas. Até uma amiga super ativa que ficou grávida de gêmeos teve uma gravidez mais tranquila e confortável que a minha. 

Não, não tá certo usar o discurso da saúde pra justificar a gordofobia. Mas não dá pra justificar o sedentarismo e os maus hábitos pelo orgulho de ser gordo. Gordo ou magro, se você não comer direito ou se exercitar vai eventualmente ter problemas. 

Eu tenho um filho pra criar, educar e amar. Tenho que brincar com ele e estar disposta e saudável mesmo quando estiver esperando meu segundo filho. Como eu vivo dizendo, magra eu não vou ser mas quero ser uma gordinha capaz de andar de bicicleta com meus herdeiros. 

E se alguém acha que temos que nos manter gordos e parados pra provar um ponto, esse alguém está tão preso a padrões e cerceamento da liberdade alheia quanto quem acha que a gente precisa ser esquelética pra ser feliz. 

Eu quero que todas as minhas leitoras se achem belas e dignas, quem entrem numa loja e escolham a roupa que gostou e não a que coube. Que se sintam seguras pra amar e serem amadas. E acima de tudo, se sintam felizes o suficiente pra achar beleza no que é igual e no que é diferente também. Que se sintam dispostas a mudar ou ficar como estão. Mas que façam isso apenas por si mesmas.

Beijos de todos os tamanhos pra vocês!

Carol

PS: Eu também queria uma calça boca de sino que me servisse... rs






"Não posso esperar mais..."

escrito por Unknown


Olá MaGGníficas!

Essa foto e esse depoimento fantástico foi a Suzane Barbosa (da Black Cherry Corsets, que já deu consultoria pra nós sobre espartilho aqui, aqui e aqui) que colocou no Facebook. Quisemos colocar aqui pra inspirar todas as nossas leitoras a deixar de lado atitudes do tipo "só posso ser feliz se for magra". Seguem as palavras dessa linda e corajosa amiga!


"Essa sou eu de biquini e a barriga que eu odeio mais que tudo nessa vida e que estou lutando pra faze-la sumir, e até então, já se foram 26kg. 1,63 de altura, 88kg, 23kg acima do meu peso ideal. Eu sou assim. Essa sou eu, sem corset, sem cinta, sem truques de moda pra disfarçar e alongar a silhueta, sem maquiagem, sem cabelo arrumado. Eu sou assim.


Por que estou postando essa foto? Porque estou em um processo lento de emagrecimento (explico mais abaixo o porque de ser lento) e cansei de esperar alcançar o peso desejado pra ser feliz, cansei de me esconder, cansei de disfarçar, cansei de deixar de fazer o que eu queria por causa do meu peso, cansei de deixar as pessoas me colocarem pra baixo, cansei de deixar as pessoas fazerem com que eu me sinta inferior por causa do meu peso, cansei de deixar que se metam na minha vida.

Eu vou emagrecer sim! Mas será que eu posso ser feliz enquanto isso não acontece? Será que eu posso parar de disfarçar meu peso pra não te incomodar? Pra você não olhar torto pra mim?

As pessoas logo taxam os gordos de preguiçosos, de relaxados, mas esquecem que existe casos e casos. Eu luto com a balança desde quando me conheço por gente, claro que já chutei o pau da barraca e fiquei muito tempo sem fazer nada por mim, porque passei por algo que conhecemos como "depressão". 

Perder peso não é fácil pra mim, e meu médico me explicou o porque: Sempre fui gorda, desde bebe, já nasci maior do que deveria. Meu médico disse, que eu deveria ter atingido meu peso idel ainda quando criança, algo que deveria ter sido cuidado pelos meus pais já que criança não tem noção dessas coisas, e eu não ligava, tive uma infância feliz, sempre muito rodeada por amigos, mas não os culpo, creio que pra quem passou por uma infancia com comida escassa, deveria ser difícil negar algo pra sua filha. 

Enfim, tanto tempo acima do peso, meu organismo acabou aceitando isso como "saudável", tanto que não tenho nenhum problema de saúde, mas na verdade não sei se tem relação uma coisa com outra ou se é só sorte, rs. Então quando começo a emagrecer, ele acha que tem algo errado comigo, que estou doente, e o metabolismo desacelera justamente para evitar o emagrecimento que ele acha que não é necessário. 

Nesse momento, eu preciso maneirar na dieta e exercícios e manter o peso daquele momento, como um aviso "ei, tô legal, pode acelerar meu metabolismo novamente!" e então, depois de um tempo eu posso voltar com uma dieta mais disciplinada e exercícios mais intensos. Tenho que fazer essas pausas, por isso demoro tanto a emagrecer.

Mas a minha é revolta, é que por mais que eu não goste de ser gorda, é tudo mais díficil quando se é gordo e estou lutando pra ficar mais saudável, ainda assim eu gostaria de ter o direito de ser feliz em quanto não consigo ficar como quero. Deixei de me relacionar com pessoas por causa do meu corpo, deixei de dançar feito louca na pista por causa do meu corpo, deixei de ir a praia com os amigos por causa do meu corpo, deixei até mesmo de dar uma opinião sobre determinado assunto por causa do meu corpo, deixei de ter diversas experiências que me enriqueceriam por causa do meu corpo.

 Sempre sempre escondendo meu corpo, escondendo minhas opiniões, minhas escolhas, minha forma de pensar, minhas vontades, escondendo minha vida por causa desse corpo, sempre com medo do que os outros vão pensar de mim, com medo de que elas se afastem de mim, por nojo, vergonha e etc. Chega gente, não posso mais viver assim, nessa insegurança, nessa inércia, não posso esperar mais. Agora está aí pra todo mundo ver como sou, não tenho mais o que esconder. Pessoas que enxergam em mim mais que um corpo continuaram minhas amigas, se você me acha ridícula, escrota, ofensiva, fique a vontade para desfazer amizade, não fará falta nenhuma.

Se você está insatisfeito com seu corpo, quer ficar saudável, mais bonito, corra atrás que vale a pena, só não faça como eu que deixei de viver a vida como deveria por anos, por algumas pessoas que colocaram na minha cabeça que eu não deveria ser feliz e que certo é ter vergonha e me esconder enquanto não atingisse meu peso ideal. Só que eu não quero mais seguir esse conselho."

Parabéns pela atitude, Suzane. Que todas as leitoras possam ter o mesmo sentimento de revolta e resolva ser feliz agora!

Beijos GG!



"Ame-se" ou "como eu passei a vida toda me sentindo gorda"

escrito por Carol Caran


Olá MaGGníficas!

Eu nunca fui muito boa em posts pessoais, mas o que eu quero compartilhar com vocês pode, quem sabe, evitar que vocês continuem a cometer a mesma besteira que eu. 

Sempre que alguém me pergunta sobre meu peso, eu acabo respondendo, "Ah, eu sempre fui gorda..." Acontece que eu nem sempre fui gorda, mas eu sempre me senti sinceramente assim. 

Eu quando tinha 17 anos e um cabelão
Eu nunca fui uma criança difícil pra comer. Na verdade, eu topava tudo: legumes, verduras, guloseimas, arroz com feijão, frutas... Não existe praticamente nenhuma comida no mundo que eu digo que não como de jeito nenhum. Como toda criança, eu adorava os doces da minha avó. Mas comia sem problemas o prato do almoço. E eu me lembro de ser chamada de gordinha desde muito pequena.

Eu sempre fui troncuda, da cintura larga e da barriga redondinha. E também era bastante ativa: apesar de dar preferência aos livros e discos, eu nunca neguei um jogo de queimada ou um passeio de bicicleta. Fiz jazz até ficar mocinha e no colégio participei do time de handball, de basquete, de natação, de futsal e atletismo no Colégio. Eu tinha onze anos quando alguns adultos me disseram que eu tinha que fazer uma dietinha, pra emagrecer um pouquinho. 

Com 13 anos eu fui a Miss da minha escola e um monte de colegas criticou minha escolha pois eu não era magra. Eu perdi as contas de quantas vezes eu tentei emagrecer antes dos 15 anos.  Fiz um monte de dieta que aparecia nas revistas pra adolescentes. Cheguei até a ir nos Vigilantes do Peso. Eu me lembro que pesava 67 quilos (eu tenho 1,68 m) nessa época. Mas eu me sentia gorda, imensa, obesa. 
Obviamente, numa festa à fantasia
(Festa Cafa) em algum momento
antes da dieta de 2001

Minhas amigas tinham pernas finas, barrigas chapadas, ossos salientes nos quadris. Minhas amigas usavam manequim 36, eu tinha que me espremer pra entrar num 40/42. Eu queria usar calça baixa, shortinho, minissaia, vestido justo. Mas tudo que eu vestia sempre me deixava com a barriga saliente, as coxas grossas, os ombros largos. 

Quando eu tinha 20 anos, usava manequim 44 e já estava na faculdade, vi uma daquelas fotos tiradas em
ângulos horríveis e decidi emagrecer. Comprei um pacote numa clínica de estética beeem popular e passei um ano comendo uma bacia de alface com queijo minas no almoço. Juro. Por um ano eu não comi um pão ou uma colher de arroz. Eu não me lembro de tomar café da manhã. Me lembro de ter quase desmaiado no chuveiro uma vez e de ter entrado num jeans 38.

Depois disso, meu cabelo começou a cair e eu acabei tendo que voltar a comer normalmente. Só que meu corpo não reagia mais normalmente. Eu passei a ganhar peso com uma facilidade impressionante e pior, tudo na barriga. Em menos de seis meses eu já havia recuperado todo o peso perdido. E logo, já estava bem mais gorda do que quando comecei a tal dieta. 

O resultado da minha dieta maluca: zero peito, zero
quadril e ainda não achava bom
O meu cabelo nunca mais parou de cair, até eu ficar grávida, há menos de um ano atrás. Eu também nunca mais emagreci mais do que um ou dois quilos, e isso foi em 2001. Desde esse ano eu também tenho um monte de disfunções hormonais. Eu não posso afirmar com certeza que não as tinha antes ou que não surgiram em decorrência da idade. Mas eu e alguns médicos apostaríamos que não. 

Depois de 2001 eu me tornei gordinha de verdade. Passei pra usar manequim 44/46. Mais tarde 46/48. Cheguei ao 48/50 que usava antes de engravidar, aos 32 anos. Minha dieta se tornou cada vez mais restritiva com o passar dos anos, a facilidade pra engordar só aumentou. Eu continuei buscando métodos pra emagrecer: dieta, exercícios, reeducação alimentar, remédios, milagres... Não tive sucesso com nenhuma delas. Nada, zero. Não mais do que um ou dois quilos perdidos que eu recuperava na primeira retenção de líquido. 

Várias vezes eu tentei voltar a dançar, mas sempre acabava envergonhada por ser a gorda fazendo coisa de magrinha. Eu não fui à minha festa de 5 anos de formada pois não queria que meus colegas me vissem daquela tamanho. E eu perdi as contas de quantas vezes eu me deixei ser maltratada amorosamente falando por me sentir absolutamente indigna por estar "acima do peso". 

Em 2005, super diva e me achando gorda
Hoje, casada com um homem maravilhoso, com um bebê fantástico e no maior peso que eu já tive, usando manequim 52/54 e com uma barriga de gestante de seis meses (agora com estrias) eu olho pra trás e tenho vontade de me bater com um pedaço de pau. Eu olha minhas fotografias e percebo como eu era uma bela mulher, com um corpo legal. Me lembro de como eu só fui ter celulite bem mais velha, de como eu era ativa e bem disposta, de como eu nunca sofri com nenhum problema de saúde ligado à obesidade e ao sedentarismo. 

Há uns três anos eu fui atrás de um médico pra tentar colocar o balão intragrástico. Ele se recusou. Disse que eu tinha que me aceitar como eu era, que o balão só ia estressar meu corpo e fazê-lo se comportar como um corpo "traumatizado", com mudanças severas no meu metabolismo. Ele disse que vivemos uma era de obesidade não apenas em razão dos maus hábitos mas especialmente por começarmos a fazer dieta muito cedo e por fazer loucuras pra emagrecer desde muito jovem. Ele disse que o corpo reage numa espécie de "rebote" armazenando cada vez mais gordura pra se precaver da próxima fase de fome. 

Não fui pesquisar se a teoria dele tem fundamento. Mas sei que no meu caso fez muito sentido. Eu passei décadas odiando meu corpo, me sentindo mais gorda do que era realmente, me comparando com pessoas com o tipo físico bem diferente do meu. 

Em 2010, começando a me aceitar e ainda mais magra
do que hoje
Talvez se eu não tivesse feito aquela dieta maluca há doze anos atrás eu estivesse gorda do mesmo jeito hoje. Mas uma parte de mim pensa que, se eu tivesse me aceitado como sou, da constituição forte, musculosa, com tendência sim a ser mais cheia no abdômen, mas com pontos fortes a serem explorados, enfim, se eu soubesse o que sei hoje, eu talvez tivesse me tratado com mais respeito e carinho. Talvez eu tivesse aprendido a manter meu peso, a me vestir bem, a mandar à merda quem em chamava de gorda. Talvez eu tivesse continuado a fazer minhas atividades físicas sem vergonha e ficado mais saudável. 

Blogs sobre o mundo plus size não querem, como muita gente pensa, induzir a população a comer sem parar e chegar aos 250 quilos achando isso normal. Eu só gostaria que vocês pudessem, diferente de mim, entender que cada corpo é um, cada beleza tem suas características e que, como já diria a Lady Gaga, não há caminho errado, você é certa pois nasceu assim. Portanto, ame-se e cuide-se, do jeito que você é. Antes que olhe pra trás e descubra que você era bonita mas não sabia.  



O tal vestido preto

escrito por Carol Caran


Olá MaGGníficas! Sabe como sempre falamos sobre como defendemos a moda para todos, e não apenas para este ou aquele tipo de corpo?

Pois pra mim, a prova máxima que a mesma peça pode cair super bem em vários tipos físicos: o badalado vestido preto com transparência (Cutout Jersey Boatneck Cocktail Dress in Blackde Tadashi Shoji que foi visto em muitas mulheres diferentes. Fora que é uma lição de como a mesma roupa pode se modificar dependendo de como (e com o que) é usada. Confiram!


Para as magrinhas no catálogo da Bloomingdale´s



Allison Teng
Marie Denee

Gabi Fresh

Emily aka Skinny Emmie
Tanesha

Alissa


Bella
Mandy

Monique


Janney "Chiquis" Marin


Rebel Wilson


Christina Hendricks


Octavia Spencer

E sem querer causar polêmica, eu estava louca pra colocar a foto da nossa Fátima Bernardes com o tal vestido. Mas vi aqui que ele é de outra estilista então fiquei na dúvida. Mas, como é um modelo igual muito parecido, vale a intenção.



Eu adorei como todas elas ficaram absolutamente arrasadoras na mesma roupa! Fica a prova pra quem ainda insiste em dizer que deve ter um tipo de roupa diferente pra gordas. Moda para todos já!




Companhia aérea cobra por peso do passageiro

escrito por Carol Caran



A notícia foi veiculada semana passada. A companhia aérea Samoa Air passará a cobrar tarifa dos passageiros de acordo com seu peso
Na nova política de preços, o passageiro faz a reserva online declarando sua massa corporal juntamente ao peso estimado de sua bagagem. O peso total, então, será usado para calcular sua tarifa de voo. Os valores serão verificados no aeroporto, onde cada cliente terá que subir em uma balança.
Os preços vão variar entre US$ 1 e US$ 4,16 por quilo dependendo da duração da viagem, mas a Samoa Air afirma que uma família de peso normal pagará menos pela tarifa.
O executivo-chefe da Samoa Air, Chris Langton, diz à ABC Radio: “Esta é a maneira mais justa de viajar. Não há taxas extras em termos de excesso de bagagem ou algo semelhante – um quilo é um quilo.”
Há alguns fatores específicos no caso da Samoa Air: a frota é em grande parte composta por aeronaves pequenas com 12 lugares. Ou seja, o peso dos passageiros e da bagagem tem uma importância maior do que no caso de um avião maior.
Além disso, Samoa – um conjunto de ilhas na Oceania – tem um sério problema de obesidade: cerca de 80% da população tem IMC maior que 25. Em países do Pacífico Sul, ser gordo é tradicionalmente associado à beleza, status social e saúde.
Algumas empresas aéreas nos EUA já obrigam passageiros obesos a comprarem dois assentos caso não caibam em um só, mas esta é a primeira vez que passageiros são cobrados por quilo. No entanto, há algum tempo as companhias aéreas vem dando indicação de pretenderem adotar essa política. Com assentos cada vez menores e voos mais cheios, os obesos são citados frequentemente como problemas para a segurança. 
Até o momento, a reação dos críticos e público em geral foi positiva. E você? Acha a política de preços justa ou discriminatória?



Modelo Plus Size nua para Revista Marie Claire

escrito por Unknown




Gente, vocês viram a linda da Sylvia Barreto na Marie Claire desse mês??

Em abril, a Revista Marie Claire comemora mais um ano e traz uma série de reportagens sobre os principais tabus no Brasil. Um deles é o peso. A modelo e blogueira Sylvia Barreto foi convidada pela jornalista Laura Ancona para contar como foi sua luta com a balança e como superou essa imposição da sociedade de ser magra para ser bonita.




É a primeira vez que a revista coloca uma gordinha nua em uma matéria com enfoque positivo. E assim como a Sylvia, acreditamos ser esse um grande passo para uma revista feminina tradicional!



Gordofobia: porquê você não gosta de gordos?

escrito por Carol Caran


Tem sempre quem defenda que o humor pode tudo, que estamos vivendo numa "ditadura das minorias", que não podemos mais fazer piadas de cunho étnico, religioso, de orientação sexual... Enfim, há quem ache que o mundo está ficando chato pelo fato de não podermos mais ofender e humilhar uma pessoa ou um grupo em razão de características físicas/genéticas/geográficas e sei lá o que mais. 

Eu, sinceramente, não consigo entender o mecanismo que faz com que alguém se sinta ameaçado/incomodado com algo que é feito por outra pessoa, completamente estranha à vida pessoal desse alguém. 

Alguém acha divertido comparar uma gestante a uma baleia

O que faz alguém sentir raiva de um casal gay que adotou uma criança do outro lado do mundo, ou de um imigrante que mora na sua cidade e não te incomoda diretamente, ou ainda de uma pessoa aleatória diferente em algum grau que não influencia de nenhuma forma a sua vida?

Mas acima de tudo, não passa na minha cabeça o motivo pelo qual os gordos são tão odiados. Em tempos de moda plus size eu ainda me deparo diariamente com comentários que vão do ligeiramente negativo ao obscenamente ofensivo em relação às pessoas gordas. 

E o fato do gordo comer te incomoda por quê mesmo?

O pior é o pretexto: "não se cuidam", "não são saudáveis", "são mal exemplos". Besteira, considerando o que muitos atletas e celebridades fazem com o próprio corpo (anabolizantes e hormônios reconhecidamente nocivos, álcool e drogas, cirurgias plásticas, malhação extrema, distúrbios alimentares) que fazem com que sejam os últimos exemplos de vida saudável existentes. Podemos concluir, portanto, que  esse argumento é só uma desculpa pra justificar a própria aversão. 

O gordo não é mal visto apenas agora. Na literatura mundial é comum encontrar descrições pejorativas de personagens obesos, associados normalmente à personalidades covardes, mesquinhas, cruéis e sempre ligados ao excesso de prazeres "carnais". 

Fazendo graça com o sofrimento alheio: digno e humano. Só que não. 

Enquanto as pessoas acham que é normal e aceitável serem más e cruéis com os obesos, ridicularizá-los e diminuí-los ou pior, muito pior, criticá-los sob o pretexto de que "só quer ajudar", uma legião de pessoas (mais da metade da população adulta brasileira, segundo o IBGE) se sente constantemente mal a respeito de si mesmos, pensam serem inferiores, incapazes, perdedores e indignos da felicidade e da estima alheia. 

Eu não vou entrar no mérito sobre as causas de obesidade ou sua relação com doenças e qualidade de vida. Nosso único objetivo é criar mecanismos para as pessoas que estão acima do peso conseguirem sair desse ciclo eterno de auto desprezo, auto rejeição e auto destruição. E como gorda e boa observadora da natureza humana eu garanto: o problema não é seu. 

"Saibam a diferença: curvilínea X gorda". Tá, e agora?
As pessoas odeiam, segregam, desprezam, ofendem e humilham por defeitos internos, por questões mal resolvidas, por motivos que estão muito além do seu comportamento do outro. Salvo as devidas proporções, não é o homossexual que provoca a agressão do homofóbico, assim como não foram os judeus que provocaram a ira dos nazistas nem os negros que provocaram a crueldade da Ku Klux Khan. Não é o gordo comendo na praça de alimentação quem tem problemas, e sim que sai do próprio mundo pra se incomodar com a cena. 

Claro que não é fácil viver num ambiente hostil, especialmente se ele começa dentro da própria casa ("você vai comer doce?!?" ou "Fulana emagreceu 15Kg com uma dieta, por quê você não tenta"). É preciso ter uma dose gigante de auto-controle e auto-estima pra não se abalar com as constantes críticas e rejeições. 

Por isso, procure buscar fazer as coisas que te deixam feliz, livre-se das comparações, se jogue na moda pra gordinhas, se inspire na vida dos gordos bem resolvidos e muito amados, lembre-se que a intolerância do mundo não é pessoal. E acima de tudo, o ódio e o preconceito não são problemas seus!



Uma beleza enjaulada

escrito por Unknown



Eu recomendo o filme VÊNUS NEGRA. O filme retrata a trágica história de Saartjie Bartman, mais conhecida como Venus Hotentote. A atriz Yahima Torres faz uma interpretação incrível dessa figura mítica africana. Em 1810, em Londres, diante de uma plateia espantada, ela era apresentada no palco e explorada como atração circense. Nesse, freak show, ela surgia como uma mulher selvagem, indomável, de nádegas descomunais. O espetáculo era orquestrado por seu empresário que via nela a chance de ganhar dinheiro com o exotismo de sua imagem. Mas a sociedade britânica, muito antes do politicamente correto, processou o empresário e ele se mudou para Paris, onde o espetáculo animava as festas privadas da elite fascinada pela estranha figura seminua de Saartjie. Daí as festas acabaram e ela foi obrigada a se prostituir para sobreviver.

Ela morreu em 1815 devido a uma doença inflamatória. Para os cientistas da época, ela era semelhante a um animal exótico e, portanto, objeto de estudo e análise minuciosa de sua anatomia. Entre eles, estava o célebre naturalista francês Georges Cuvier, cujas teorias contribuíram para o racismo científico do século XIX. Partes de seu corpo foram preservados e expostos no Museu do Homem até 1985. Só mais tarde, em 2002, seus restos mortais foram devolvidos à sua terra natal – a África do Sul.

Ainda hoje, o movimento plus size é visto como uma manifestação de uma beleza exótica, incompreendida. É certo que não se encontra mais enjaulada como a Vênus Negra do filme, mas muitos ainda não aceitam um bumbum grande como símbolo de beleza e muito menos quando todo o corpo ostenta uns quilinhos a mais. Mesmo as gordinhas mais curvilíneas ainda enfrentam resistência da sociedade que não quer sair do lugar-comum nem tão cedo. Agora, o que estamos vendo é um espetáculo pelo avesso. Ou seja: a estranha manifestação vem do povo e não de um indivíduo como foi a Vênus Negra. Estamos vendo um espetáculo tristemente promovido por mulheres que tem como principal objetivo atingir um emagrecimento satisfatório e ter a chance de empunhar a bandeira da silhueta delgada. Nesse cenário atual, as curvilíneas se tornam malvistas por preferirem afirmar a sua autoestima naquilo que elas são, e não num ideal de beleza distante. Então podemos, sim, dizer que existe entre nós uma versão daquele espetáculo grotesco que humilhou profundamente Saartjie: a busca incondicional pela magreza sem graça. Só não vamos guardar restos mortais de ninguém.

Por Ricardo Alexandre



Robyn Lawley e o dilema do meio termo

escrito por Unknown



Robyn Lawley é uma lindíssima modelo australiana que atua no universo plus size. Ela tem 23 anos, veste 42-44 e tem medidas entre 99-78-104. Ela já estrelou diversas capas de revistas, entre elas, a ELLE França e VOGUE Itália e Austrália. Cada vez mais famosa, recentemente assinou contrato com a grife Ralph Lauren, tornando-se, assim, a primeira plus size da marca. Todos os holofotes estão sobre ela. Na Look Magazine, disparou: “Estou no tamanho normal, então porque sou chamada de plus size?” Ela tá certa, não tem nada de gordinha mesmo. Na verdade, Robyn Lawley é um MULHERÃO! Afinal, qual o significado desse termo.

Na minha opinião, a beleza vive atualmente uma era de extremismo. Tudo passou a ser rotulado como magra ou gorda, mulher-diet ou supercalórica. Mas será que tudo se localiza mesmo nesses dois extremos? Não estamos sendo radicais? Pensando dessa maneira, estamos ignorando um terceiro tipo de mulher que, por sinal, é essencialmente curvilínea: o mulherão. Mulherão é o tipo ampulheta por excelência, a típica mulher brasileira, a voluptuosa, a bombshell. Robyn Lawley é um mulherão, o meio termo. Ela está localizada entre a modelo magra e a plus size, entre uma Adriana Lima e uma Fluvia Lacerda. Ela está no meio dessa tríade. Kim Kardashian também é constantemente vítima dessa confusão de termos. Pois, ela é, sem dúvida, a realeza das celebridades curvilíneas. A síntese do mulherão! O mulherão não é uma nova espécie, um novo conceito – só estava soterrado pelo pensamento monolítico da beleza atual.

A versão do mulherão que circula na grande mídia vem traduzida numa figura vulgar que satisfaz o assédio sexual do público masculino. O que vemos é um desfile erótico de periguetes, gostosonas e mulheres-frutas capaz de turbinar a audiência mas que não traz valor algum para as mulheres que se encaixam nesse perfil. O mulherão precisa voltar a ser celebrizado da maneira correta: um tipo encarado como o meio termo entre magras e gordinhas. Mas ainda não posso encerrar esse texto sem antes comentar a outra expressão que tanto comento por aí – a BELEZA EXUBERANTE. Não quero causar confusão com esses termos, só quero que as coisas sejam devidamente classificadas. A beleza exuberante engloba os mulherões e as gordinhas. Elas representam as duas categorias que esbanjam medidas nada modestas. Convém lembrar que existem magras curvilíneas, mas que não podemos considera-las exuberantes porque são desprovidas de quadris largos e bumbum avantajado. As mulheres exuberantes são as verdadeiras representantes da feminilidade elevada à enésima potência. A partir de agora, espero que as leitoras divulguem esses termos para que não incorram nos mesmos equívocos das fashionistas atuais. Mulherão não é gordinha. São, sim, dois tipos exuberantes, mas distintos. Portanto, quando avistarem Robyn Lawley por aí, digam: Wow! Que mulherão!
Por Ricardo Alexandre



A volta do bumbum grande

escrito por Unknown




A ascensão da beleza exuberante me fez tocar naquele assunto tão discutido entre as mulheres: bumbum. Neste caso, o bumbum grande. Eu sou um entusiasta dos bumbuns avantajados e extravagantes. Um bundólatra convicto. Sabemos que, da Vênus Calipígia até as mulheres-frutas, o bumbum sempre teve um valor erótico marcante. O bumbum já se tornou símbolo de protestos em causas éticas; já afugentou espíritos malignos em diversas culturas e até glamourizados por divas do pop.

O que venho observando nos concursos de “Miss Bumbum” mundo afora, é que, os organizadores, por sua vez, sempre buscam os bumbuns mais bonitos e perfeitos. Nunca é pelo mais exuberante. Então isso significa que não existe beleza nos bumbuns exuberantes? O bumbum grande é sempre inconveniente, obsceno e feio? As bootylicious são só coisa de fetichistas? Temos que deixar um pouco de lado a mulher capaz de “fechar o comércio” para selecionar uma de “fechar o mercado internacional inteiro”.

O bumbum grande é uma arma de sedução eficiente. Muitos homens adoram, mas sempre tem os “ultramoderninhos” que se sentem enojados com a quantidade de celulite e estrias ostentados pelos mais volumosos. Para estes, existem as angels da Victoria’s Secret – espécies raras, portanto. Sem falar na paranoia feminina que deseja a todo custo extirpar esse “mal” da região glútea. O bumbum idealizado pelas mais xiitas é aquele que tem nota 10 em músculos e zero de gordura! Já vi flacidez até em modelos magras, imagine então nas mais exuberantes. A verdade é que o bumbum exuberante entra em rota de colisão com o padrão vigente do bumbum romântico e recatado. No entanto, o bumbum grande é como um móvel rústico na sala: ele dá um toque de realismo, textura e um ar selvagem ao ambiente. Um choque de realidade que todos precisamos.

Por Ricardo Alexandre



Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!

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