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O que viajar me ensina
escrito por Unknown
Que eu amo viajar e viver novas experiências vocês já sabem, né? Estou prestes a embarcar numa nova aventura e tenho refletido um pouco sobre o que tudo isso significa. Pensando mais no motivo disso nos últimos tempos, vim dividir com vocês algumas das minhas conclusões - e quem sabe incentivar aí pelo menos uma vontadezinha de viajar!
Quando viajo, dou mais valor as pequenas coisas que amo - e as grandes também - e tudo passa a fazer mais sentido. As coisas realmente são interligadas e é incrível sentir que faço parte do todo, mesmo sendo só uma "formiguinha".
A estrada liberta, as conversas são daquelas que enchem a alma, as descobertas enchem o coração. Perrengues também acontecem, mas no final tudo sempre dá certo, de um jeito ou de outro.
Na Serra da Canastra, nosso ônibus atolou e não pode continuar. Seguimos a pé durante vários quilômetros, quando uma chuva de granizo nos pegou - e não tínhamos abrigo. Muitas das pessoas que estavam conosco ficaram com hipotermia, pois fomos ~resgatados~ somente depois de muitas horas ali
Mas depois da tempestade...
Aprendemos novas músicas, conhecemos novos lugares, pessoas e sabores. A gente passa a ver nossa vida de outro modo, e o mundo também! Também ficamos mais parceiros de quem viajamos junto: já ouviram aquela frase de que pra conhecer alguém você tem que viajar com essa pessoa? Além da convivência, ficamos mesmo mais próximos, a parceria só aumenta.
Tudo é mais leve e livre de cobranças, além do meu tempo ser muito mais respeitado por mim: não fico pensando no próximo segundo, e sim, vivendo de verdade aquele momento.
Tudo é mais leve e livre de cobranças, além do meu tempo ser muito mais respeitado por mim: não fico pensando no próximo segundo, e sim, vivendo de verdade aquele momento.
Já troquei hospedagem por trabalho, já viajei sem mala, fui para um lugar que só ouvi o nome um dia antes de ir, dormi na casa de quem eu não conhecia, dormi no carro, nadei com tartarugas, me hospedei em um veleiro, acampei e amo ter vivenciado tudo isso! São experiências que não dá para contar nos dedos e fico orgulhosa por isso! Quais são as histórias que você tem para contar?
Tudo o que sai da nossa zona de conforto transforma a gente. E tudo pode virar uma viagem: lembram da campervan que descobri no Hostel Paradiso? Eu procurava lugares inusitados para me hospedar, quando me deparei com essa lindeza aí no AirBnb. É na mesma cidade que moro, em São Paulo, então não seria de fato uma viagem, mas vocês acham que eu ia perder essa oportunidade?
Tudo o que sai da nossa zona de conforto transforma a gente. E tudo pode virar uma viagem: lembram da campervan que descobri no Hostel Paradiso? Eu procurava lugares inusitados para me hospedar, quando me deparei com essa lindeza aí no AirBnb. É na mesma cidade que moro, em São Paulo, então não seria de fato uma viagem, mas vocês acham que eu ia perder essa oportunidade?
Quando acordei na campervan
Quando voltei e tirei foto do look do dia ♥
Essas experiências podem, além de nos fazer viver tudo o que podemos, criar vínculos com as pessoas e os lugares de lá. Sempre conhecemos pessoas e mantemos contato, com as redes sociais fica tudo mais fácil, né? No caso da campervan, eu voltei depois para fazer fotos de look do dia aqui para o Blog! E quando vi, jamais imaginei que faria isso: são coisas que acontecem porque nos permitimos, porque estamos abertas para ir além.
Amanhã é meu último dia de trabalho, depois entro em férias. Vou viver uma experiência nova, nunca antes vivida na minha vida! Tô ansiosa, empolgada, emocionada, e confesso, um pouco agoniada. Virginiana que sou, gosto de planejar, ter um plano B, um roteiro definido; mas dessa vez vou viajar sem me preocupar com o caminho e o destino. Literalmente para onde a vida me levar ¯\_(ツ)_/¯
Meu ascendente em áries me faz querer viver tudo isso, mesmo gerando esse conflitinho aqui dentro. Mas o interessante é que as viagens me fazem me conhecer/entender muito mais! Sempre acabo me descobrindo, conhecendo mais sobre meus limites.
A gente não pode ter medo do desconhecido, e sim, de não conhecer! Viajar é nos livrar de todas as amarras, nos movimentando, indo sempre em frente, em direção a novos rumos: liberdade de verdade é viver a vida ♥
(pode ser que eu fique um pouco sumidinha pelos próximos 30 dias, mas vou sempre aparecer pelo insta: segue a gente no @maggnificas!)
Beijo beijo!
Amanhã é meu último dia de trabalho, depois entro em férias. Vou viver uma experiência nova, nunca antes vivida na minha vida! Tô ansiosa, empolgada, emocionada, e confesso, um pouco agoniada. Virginiana que sou, gosto de planejar, ter um plano B, um roteiro definido; mas dessa vez vou viajar sem me preocupar com o caminho e o destino. Literalmente para onde a vida me levar ¯\_(ツ)_/¯
Meu ascendente em áries me faz querer viver tudo isso, mesmo gerando esse conflitinho aqui dentro. Mas o interessante é que as viagens me fazem me conhecer/entender muito mais! Sempre acabo me descobrindo, conhecendo mais sobre meus limites.
A gente não pode ter medo do desconhecido, e sim, de não conhecer! Viajar é nos livrar de todas as amarras, nos movimentando, indo sempre em frente, em direção a novos rumos: liberdade de verdade é viver a vida ♥
(pode ser que eu fique um pouco sumidinha pelos próximos 30 dias, mas vou sempre aparecer pelo insta: segue a gente no @maggnificas!)
Beijo beijo!
Eu devia
escrito por Unknown
Eu devia ter escrito mais essa semana. Eu devia ter me dedicado mais ao Blog, ter ido ao banco e a academia. Devia ter dormido mais, e me importado menos com algumas coisas. Devia ter visitado uma amiga. Devia ter ligado para meu pai, ter ido visitar minha sobrinha.
O tempo não para e a gente continua seguindo, querendo ou não
A gente devia tanta coisa.
Coisas que nunca acabam, nunca acabarão, e que continuaremos nos cobrando. Mas se sabemos que nossa lista de tarefas é interminável, qual o motivo dessa angústia toda? Parece que faço, faço e quando vejo, não fiz nada. Sinto que fiz pouco, que sou pouco. E aí me sinto culpada e brava comigo mesma: parece que quanto mais me cobro, menos quero fazer. Não lido bem com pressão e toda essa cobrança comigo tem mexido com uma coisa que não deveria ser abalada nunquinha: minha motivação.
Parece que só valorizamos o que deixamos de fazer, e não tudo o que já fizemos. Tenho pensado muito nisso e em nossas cobranças internas, o que me levou as seguintes conclusões (que ainda tô tentando seguir):
1. Dividir o que sentimos com pessoas próximas faz toda a diferença. Dizemos que está tudo bem, mas compartilhar o que realmente estamos passando pode ser surpreendente: sempre tem alguém passando pela mesma ou parecida situação, o que proporciona o apoio mútuo e o sentimento de não estarmos sozinhas!
2. É bom termos um planejamento e ideias e planos de ações para realizá-lo, não só na cabeça, mas anotados em algum lugar onde sempre podemos ver e consultar.
3. Mas a gente não pode pensar demais em tudo. Se temos algo pra fazer, temos que ir lá e fazer. Nos livrar logo, simples assim. Procrastinação é uma droga.
4. O clássico: feito é melhor do que perfeito. Tem sido meu mantra.
5. Tentar não pensar só no que pode dar errado é transformador. Precisamos ter na consciência que fizemos o melhor possível, e nem sempre iremos agradar todo mundo - e tá tudo bem, sim!
6. É sempre bom quando conseguimos enxergar o lado bom de uma sensação não tão boa. Saber que podemos melhorar no que quisermos, saber que estamos também aprendendo lições importantes com tudo o que acontece com a gente.
7. É mesmo preciso dar um tempo de vez em quando; ter um tempo só para nós, fazendo nada ou fazendo algo que gostamos. É bom para rever nossas prioridades e desacelerar: encontrar maneiras de transformar sentimentos como raiva, tristeza e conformismo em criatividade.
8. Último e não menos importante: precisamos muito nos amar. Entender nossos momentos, respeitar nossos valores, ser gentis com nós mesmas. Perceber cada sentimento e acolhê-lo é exercitar nossa própria generosidade e nos faz ficar mais fortes para o que vier!
Precisamos dar valor e cultivar nossa melhor versão ♥
Outra pessoa
escrito por Unknown
Dia desses me ocorreu um pensamento que me fez realmente entender algo que eu já acreditava (na teoria, mas nunca pensei muito na prática): a outra pessoa é outra pessoa.
Calma. Vou explicar.
Muito das nossas relações com as pessoas - sejam da família, amigos ou parcerias românticas - vêm do quanto nos identificamos com o outro. Geralmente, nossos relacionamentos se dão por afinidades, mais do que a ideia de que os opostos se atraem.
E quando uma pessoa que a gente gosta concorda com a gente, tá beleza, né? Mas quando ela discorda avidamente ou age de uma maneira que não esperaríamos, as vezes o nosso mundo fica prestes a cair.
Nunca enxergamos a outra pessoa como ela realmente é. A gente enxerga o que ela significa para nós, a gente enxerga o que esperamos dela. Nós esperamos das pessoas coisas baseadas no que vivemos, o que significa que também esperam de nós coisas que nem passam pela nossa cabeça.
Passei pela experiência de enxergar a outra pessoa como ela é: é um exercício e tanto, mas com o tempo vai ficando mais fácil (ou menos difícil). Percebi com isso, principalmente, que a gente idealiza demais, nossa. Muito, mesmo. Quando a gente se dá conta de que, realmente, não temos controle de nada e nem de ninguém, passamos a ver ao invés de só olhar: uma pessoa com suas imperfeições, histórias, vivências, pensamentos e vontades, que também decidiu ficar conosco, o que faz disso muito mais do que almas gêmeas: é muito mais bonito escolher ficar!
Tudo fica mais leve e sabemos que a outra pessoa é mais uma pessoa no mundo (assim como todos nós) (o que não a torna menos especial), sem a romantização do idealismo, aceitando ideias com mais facilidade e compreendendo as escolhas do outro quando a gente não concorda, criando menos expectativas.
Tudo fica mais simples e passamos também a ver mais parceria e companheirismo nessas relações. Escutamos mais abertamente, com menos cobrança e julgamentos, com mais interesse e empatia. Sem exigências, sem achar que podemos mudar o outro, porque não podemos mesmo.
Exigir é talvez a ação que mais destrói uma relação. Exigir é um tipo de violência. Exigimos com o olhar, exigimos com atitudes indiretas, exigimos incessantemente até ao pensar nos outros. Quem somos nós para interromper uma pessoa no meio da rua e forçá-la em alguma direção? E o que muda quando essa pessoa vive conosco há 10 anos?
A chave de tudo aqui é o respeito. Enxergar que todos temos nossas vidas independente de outras pessoas, de outras circunstâncias. Isso tudo é muito óbvio, mas como disse lá no começo, era óbvio na teoria. Na prática, ver dessa maneira teve um impacto tão grande na minha vida que eu me sinto muito mais feliz agora, comigo mesma, com os outros, com o mundo. A outra pessoa é outra pessoa, ela é livre, e que maravilhoso é poder viver isso ♡
Muito das nossas relações com as pessoas - sejam da família, amigos ou parcerias românticas - vêm do quanto nos identificamos com o outro. Geralmente, nossos relacionamentos se dão por afinidades, mais do que a ideia de que os opostos se atraem.
E quando uma pessoa que a gente gosta concorda com a gente, tá beleza, né? Mas quando ela discorda avidamente ou age de uma maneira que não esperaríamos, as vezes o nosso mundo fica prestes a cair.
Nunca enxergamos a outra pessoa como ela realmente é. A gente enxerga o que ela significa para nós, a gente enxerga o que esperamos dela. Nós esperamos das pessoas coisas baseadas no que vivemos, o que significa que também esperam de nós coisas que nem passam pela nossa cabeça.
Passei pela experiência de enxergar a outra pessoa como ela é: é um exercício e tanto, mas com o tempo vai ficando mais fácil (ou menos difícil). Percebi com isso, principalmente, que a gente idealiza demais, nossa. Muito, mesmo. Quando a gente se dá conta de que, realmente, não temos controle de nada e nem de ninguém, passamos a ver ao invés de só olhar: uma pessoa com suas imperfeições, histórias, vivências, pensamentos e vontades, que também decidiu ficar conosco, o que faz disso muito mais do que almas gêmeas: é muito mais bonito escolher ficar!
Tudo fica mais leve e sabemos que a outra pessoa é mais uma pessoa no mundo (assim como todos nós) (o que não a torna menos especial), sem a romantização do idealismo, aceitando ideias com mais facilidade e compreendendo as escolhas do outro quando a gente não concorda, criando menos expectativas.
Tudo fica mais simples e passamos também a ver mais parceria e companheirismo nessas relações. Escutamos mais abertamente, com menos cobrança e julgamentos, com mais interesse e empatia. Sem exigências, sem achar que podemos mudar o outro, porque não podemos mesmo.
Exigir é talvez a ação que mais destrói uma relação. Exigir é um tipo de violência. Exigimos com o olhar, exigimos com atitudes indiretas, exigimos incessantemente até ao pensar nos outros. Quem somos nós para interromper uma pessoa no meio da rua e forçá-la em alguma direção? E o que muda quando essa pessoa vive conosco há 10 anos?
Quando me dei conta do que estou contando aqui, lembrei desse questionamento dO Lugar
A chave de tudo aqui é o respeito. Enxergar que todos temos nossas vidas independente de outras pessoas, de outras circunstâncias. Isso tudo é muito óbvio, mas como disse lá no começo, era óbvio na teoria. Na prática, ver dessa maneira teve um impacto tão grande na minha vida que eu me sinto muito mais feliz agora, comigo mesma, com os outros, com o mundo. A outra pessoa é outra pessoa, ela é livre, e que maravilhoso é poder viver isso ♡
(sobre o tema, indico a leitura do texto "Só conhecemos uma pessoa quando ela morre", do Gustavo Gitti, coordenador dO Lugar)
Para viver no presente
escrito por Unknown
Há um tempo, escrevi no facebook sobre o quanto é difícil a gente viver no presente. Eu, por exemplo, estou sempre pensando no minuto seguinte, correndo atrás para realizar a próxima tarefa - e estando atrasada mesmo assim.
E é por isso que gosto tanto de viajar! Quando viajo as coisas são mais suaves e sem cobranças, além de meu tempo ser muito mais respeitado por mim: não fico pensando no próximo segundo, e sim, vivendo de verdade aquele momento. Mas queria essa sensação de liberdade todo dia!
As coisas são muito mais do que uma lista de tarefas, que nunca acabam, às vezes até nos fazendo deixar para depois a única coisa que realmente gostaríamos de fazer no dia. É uma corrida com a gente mesmo, e isso precisa ser vivido de outra forma, com mais significado e com menos obrigação.
Os amigos maravilhosos que comentaram na postagem (que comentei lá no início) me fizeram pensar muito a respeito disso tudo, e cheguei a várias conclusões que podem contribuir para ter uma rotina mais leve, se libertando de algumas amarras:
Os amigos maravilhosos que comentaram na postagem (que comentei lá no início) me fizeram pensar muito a respeito disso tudo, e cheguei a várias conclusões que podem contribuir para ter uma rotina mais leve, se libertando de algumas amarras:
Ter consciência
Saber que estamos sempre na correria e que precisamos mudar isso é o começo de tudo, e talvez até a parte mais importante do processo. Parar e perceber o quanto somos rodeados de promessas de produtividade e que cada um de nós tem seu ritmo que deve ser respeitado é essencial. Depois, fazer atividades com consciência faz toda diferença: se for durante uma atividade física é uma das coisas mais maravilhosas que comecei a me permitir.
Saber que estamos sempre na correria e que precisamos mudar isso é o começo de tudo, e talvez até a parte mais importante do processo. Parar e perceber o quanto somos rodeados de promessas de produtividade e que cada um de nós tem seu ritmo que deve ser respeitado é essencial. Depois, fazer atividades com consciência faz toda diferença: se for durante uma atividade física é uma das coisas mais maravilhosas que comecei a me permitir.
Respirar
Simples, né? Parece mesmo, já que é tão automático... Mas já pararam pra perceber o quanto respiramos errado? No quanto somos ansiosos? Nossa respiração está onde nós estamos, e é no presente. E tem tudo a ver com ter consciência. Pare por um momento e observe sua respiração:
Simples, né? Parece mesmo, já que é tão automático... Mas já pararam pra perceber o quanto respiramos errado? No quanto somos ansiosos? Nossa respiração está onde nós estamos, e é no presente. E tem tudo a ver com ter consciência. Pare por um momento e observe sua respiração:
Exercício de presença e respiração: inspire e expire!
Meditar faz bem
Comecei a meditar há tempos, mas com a correria acabei deixando de lado. E pensar que 20 minutos são muito suficientes - e é algo que sempre me deixava mais no presente e menos afobada! Se ainda não experimentou, tente! Faz mesmo uma diferença enorme na vida.
Procrastinar é ruim
Precisamos fazer o que é preciso fazer. E procrastinar é um ciclo sem fim... Então "vai e faz". Esse é um dos melhores conselhos que recebi na vida. Vai e faz, sem pensar. Não é sempre tão simples assim, mas pensando dessa forma costuma funcionar melhor depois de certo tempo.
Observe as crianças
Elas nos ensinam muito sobre viver no presente. Se você tiver o privilégio de conviver com crianças, observe como elas lidam com isso: sempre estão vivendo o momento!
Fazer nada também é fazer alguma coisa
Sempre me obrigo a fazer algo pelo motivo de que se eu não estiver fazendo, estou perdendo tempo. E isso não é verdade. Não fazer nada ou dormir (amo!) são sim coisas que merecemos - pelo menos de vez em quando.
E quando tudo parecer ainda meio impossível, peça ajuda: isso também é importante. Podemos dividir tarefas, delegar, e também, quem sabe, perceber que nem tudo é preciso ser realizado pra gente ser feliz, viver com sentido e no presente ♥
Fazer nada também é fazer alguma coisa
Sempre me obrigo a fazer algo pelo motivo de que se eu não estiver fazendo, estou perdendo tempo. E isso não é verdade. Não fazer nada ou dormir (amo!) são sim coisas que merecemos - pelo menos de vez em quando.
E quando tudo parecer ainda meio impossível, peça ajuda: isso também é importante. Podemos dividir tarefas, delegar, e também, quem sabe, perceber que nem tudo é preciso ser realizado pra gente ser feliz, viver com sentido e no presente ♥
Como você sente?
escrito por Unknown
Faz uns anos que não seguro mais o choro. Antes, achava que demonstrar emoção era fraqueza e que ser sensível era ruim. Hoje, eu não seguro mais as palavras quando quero dizer que gosto de alguém. Não acredito em jogos de conquista, ou que pra falar que ama, um deve esperar o outro dizer.
Eu choro e falo que gosto quando tenho vontade de fazer isso.
Minha irmã acha que sou sensível demais. E sou mesmo. Mas ela fala como se isso fosse ruim, e eu não acho mais que é. Por um tempo achei que tivesse que omitir meus sentimentos, não me importar mais, me doar menos... Mas aí eu seria menos eu. E me pergunto: por que parar de sentir (ou sentir menos) se é isso que faz sentido pra mim?
Sentir é o que movimenta minha vida, dá sentido as minhas viagens, escolhas, pessoas, profissão e tudo o mais!
Você pode pensar diferente de mim, e achar que isso é errado. Que é errado se expor. Mas desde que segurei um choro e fiquei um tempão com um nó na garganta por não ter colocado isso pra fora, eu sei que sentir de verdade é o certo pra mim. E falar sobre eles depois - ou escrever, como estou fazendo agora. É como eu lido com meus sentimentos, é como as emoções não ficam reprimidas aqui dentro de mim.
O que é certo e errado?
Não vou mais segurar sentimentos, mas sei que preciso aprender a lidar com quem os segura, com quem não os sente da mesma forma, com quem se importa menos com isso e mais com outras coisas.
Já fiquei chateada demais por não se importarem tanto quanto me importo, mas sei que cada um tem suas escolhas, cada um vive à sua maneira, como acha melhor. E eu não preciso entender. Só aceitar e continuar a me sentir.
Imagens via Sol que me falta
Para os dias valerem a lembrança
escrito por Unknown
Uma das minhas amigas mais queridas está nesse momento num retiro de meditação, onde ficará por 10 dias, em silêncio. E sem celular, sem livros e caderno. Ela não é das pessoas mais quietas que existem no mundo, pelo contrário, e também por isso, será uma experiência e tanto na vida dela. Já tô aqui ansiosa pra saber de todo esse desafio! Pouco antes de ir, ela me disse: "tudo que sai da zona de conforto, transforma a gente".
E não é que é mesmo?
Almocei com outra amiga querida essa semana, que comentou o quanto é libertador fazermos o que temos vontade; o quanto é louca a transição de quando éramos adolescentes - e geralmente com vergonha de fazer o que queremos, com ~medo~ do que os outros podem pensar - para o agora, onde retomamos as rédeas das nossas escolhas, mesmo que aparentemente sejam as mais simples.
Semana passada fiz uma aula de bambolê, numa praça aqui em São Paulo. Se fosse há uns anos, talvez eu não tivesse me submetido a essa exposição, mas hoje, ah, hoje eu quero muito viver tudo o que eu puder! Contei que, além de ter sido especialmente nostálgica, ela me fez perceber o quanto eu mudei, o tanto de coisa que aconteceu e mesmo assim continuei com a mesma sensação de quando eu tinha meu bambolê colorido e desmontável: a de que a gente pode.
E é maravilhoso demais perceber tudo isso!
Isso nos dá força: os desafios a enfrentar, as novas experiências. É isso que transforma nossa vida, que nos faz ir além, seguir em frente em direção a novos rumos. Precisamos nos movimentar.
Apesar de eu ser uma típica virginiana, o meu ascendente em satanariés me faz sempre querer viver uma aventura, buscar uma nova malinha pra minha bagagem. Passei o último final de semana num veleiro, mesmo sem nunca ter entrado em um antes. Era uma coisa nova, diferente, e eu queria mesmo ver como era viver assim, no mar (ainda mais no mar!). Eu quis viver tudo lá e isso fez da viagem muito mais especial do que ela parecia ser!
Precisamos fazer nossos dias valerem a lembrança, sabe. Viver com paixão, com propósito, com sentido. São as experiências que transformam nossa vida toda! E as experiências nem precisam ser das mais desafiadoras e aventureiras, não. Isso é no dia-a-dia, na nossa rotina, nos nossos hábitos.
Prontas?
Séries maggníficas - Call the Midwife
escrito por Unknown
Oi, gente! Vim contar sobre um dos meus grandes amores: é a série Call The Midwife ♥
Um seriado que comecei a assistir há uns anos, e recomecei de tão linda e emocionante que é! Disponível na Netflix, a série inglesa da BBC tem 6 temporadas e acompanha a rotina de enfermeiras-parteiras por East End, bairro pobre de Londres, na década de 50, que sofre efeitos da Guerra. Elas moram num convento de enfermagem com freiras e atendem as pessoas que residem no bairro, tratando doenças e ajudando com partos.
As histórias são baseadas no livro de memórias da enfermeira Jennifer Worth (1935-2011), uma das enfermeiras-parteiras, e são inspiradoras! Há várias frases marcantes, além das cenas de parto serem cheias de emoção. É linda a forma como elas sentem e tratam as pessoas e os bebês, a forma como elas lidam com tudo, cheias de bondade e ternura. Elas sentem a beleza que é a vida, tratando pessoas como pessoas.
São mulheres fortes que trabalham juntas, contando com o apoio uma da outra. As parteiras são apaixonantes, sensíveis e bem humoradas, e empoderam as mulheres da comunidade, fortalecendo-as dando apoio e afeto. Um seriado lindo, sensível, delicado, extremamente belo, daqueles que nos fazem rever as cenas trocentas vezes - e ficar cheia de lágrimas em alguns!
Há casos de todo tipo, alguns bem difíceis, tratando de doenças terminais ou a falta de um tratamento, por exemplo. A maternidade é tratada de forma real, com episódios que mostram que às vezes a magia não acontece num nascimento - e que tá tudo bem também.
A posição da mulher numa sociedade patriarcal e conservadora é mostrada, assim como questões que envolvem a saúde: a introdução da pílula anticoncepcional e preservativos, por exemplo. Interessante ver como as condições são precárias, tanto para elas quanto para o restante da população, ver o que passaram e o que viveram para proporcionar o melhor atendimento que podiam, sem julgamentos e cheias de empatia. E não é exagero!
A narração traz muitas reflexões comoventes. É uma série sobre a vida, sobre a morte, sobre força e sororidade, e principalmente, sobre amor. É encantadora!
Quem aí já assistiu? Me contem suas impressões aqui nos comentários! Pode ser também no Facebook ou no nosso Instagram (@maggnificas).
Beijo beijo!
O que fazer quando estamos meio blé
escrito por Unknown
Semana passada foi bem conflituosa para mim. Tive tempo demais para pensar, avaliar minha vida, pensar no que estou fazendo com meu presente e consequentemente com meu futuro.
Sim, eu sei. Eu penso demais às vezes. Mas é inevitável.
Quando nosso país está do jeito que está, quando você fica preocupada demais com certas coisas que nem sempre dependem de você, surge uma angústia. E essa angústia é geralmente direcionada para um lugar ou para coisas que você pode lidar, e a minha ainda estava procurando um.
Eu pensava no quanto eu posso fazer mais, no quanto algumas coisas da minha vida precisam mudar para eu ter a vida que quero. Me sentia meio blé.
E quando me sinto assim, sem poder fazer nada no momento para mudar, algumas coisas costumam funcionar para me deixar novamente esperançosa e otimista - o que sempre gostei de ser!
Assistir seriado
Seriados sempre me fazem pensar em questões da vida, sejam elas quais forem. Sempre me sinto melhor!
Cuidar de mim
Fazer uma hidratação caseira no cabelo, tomar um banho gostoso, ter uma toalha macia e um cuidado especial com o rosto e mãos, fazem diferença quando tô precisando me amar mais.
Ficar com quem amamos
Mesmo sem dizer nada, mesmo se não souberem de nada, sempre melhoro quando tô com quem amo. Gosto de observar como eles lidam com as coisas de suas vidas, de estar junto, de me sentir amada como sou.
Viajar, ver o mar
Espairecer, distrair, ver coisa nova, conhecer gente, experimentar, vivenciar. Não tem coisa melhor!
Ler ou estudar
Quando leio ou estudo assuntos nos quais acredito, me sinto viva, fazendo meu tempo valer a pena, fazendo algo por mim mesma. O tempo passa numa velocidade que nem parece o do mundo em que vivemos.
Dormir
Eu amo dormir! E quando nada mais parece fazer sentido, dormir me parece uma boa escolha - ainda mais com um cobertor quentinho e depois de um chazin ♥
Fazer exercício
Isso nem sempre é legal, porque não tenho muita disposição entre o espaço da ideia e o começar. Mas quando me esforço para praticar algum exercício, nunca me arrependo! A sensação depois de um exercício é de fato de um dever cumprido, faz com que eu me sinta muito melhor.
Praticar yoga e meditação
Essas coisas me ajudam a me conectar comigo mesma. Pratico sempre que posso, isso faz um bem danado para o corpo e para a mente e me deixa mais equilibrada e centrada. Tenho uma gratidão imensa por ter podido conhecer um pouco dessas duas práticas.
Dançar
Dançar nos faz extravasar, faz tudo sumir - pelo menos por um tempo - e me faz ter a sensação de que assim podemos começar de novo.
O que funciona para vocês? Me contem! Pode ser aqui, no Facebook ou no Insta (@maggnificas)!
Beijo beijo!
Ficar com quem amamos
Mesmo sem dizer nada, mesmo se não souberem de nada, sempre melhoro quando tô com quem amo. Gosto de observar como eles lidam com as coisas de suas vidas, de estar junto, de me sentir amada como sou.
Viajar, ver o mar
Espairecer, distrair, ver coisa nova, conhecer gente, experimentar, vivenciar. Não tem coisa melhor!
Ler ou estudar
Quando leio ou estudo assuntos nos quais acredito, me sinto viva, fazendo meu tempo valer a pena, fazendo algo por mim mesma. O tempo passa numa velocidade que nem parece o do mundo em que vivemos.
Dormir
Eu amo dormir! E quando nada mais parece fazer sentido, dormir me parece uma boa escolha - ainda mais com um cobertor quentinho e depois de um chazin ♥
Fazer exercício
Isso nem sempre é legal, porque não tenho muita disposição entre o espaço da ideia e o começar. Mas quando me esforço para praticar algum exercício, nunca me arrependo! A sensação depois de um exercício é de fato de um dever cumprido, faz com que eu me sinta muito melhor.
Praticar yoga e meditação
Essas coisas me ajudam a me conectar comigo mesma. Pratico sempre que posso, isso faz um bem danado para o corpo e para a mente e me deixa mais equilibrada e centrada. Tenho uma gratidão imensa por ter podido conhecer um pouco dessas duas práticas.
Dançar
Dançar nos faz extravasar, faz tudo sumir - pelo menos por um tempo - e me faz ter a sensação de que assim podemos começar de novo.
O que funciona para vocês? Me contem! Pode ser aqui, no Facebook ou no Insta (@maggnificas)!
Beijo beijo!
Amor não é só o romântico
escrito por Unknown
Vira e mexe, as pessoas questionam direta ou indiretamente
se rola ~um clima~ entre nós. Geralmente nós rimos e entramos no clima zoeiro,
mas no fundo eu penso no quão difícil é acreditar na amizade entre mulheres, e
que exista “só” amizade entre nós. Nós nos amamos, isso é fato. Amigas também se
amam, sabiam?
Toda vez que falamos em amor, pensamos primeiro no
romântico. E é por pensarmos nele primeiro, que os outros consequentemente
ficam para segundo plano. Então quando vemos duas pessoas que estão felizes
juntas, logo desconfiamos de que existe ~algo mais~ ali, pensando se é mesmo somente
amizade, quando na verdade, minha gente, a amizade é um dos sentimentos mais
lindos desse mundo: ela vem carregada de amor! Percebe, Ivair, a petulância
do cavalo?
Amor não é só o romântico. E por isso falta também o próprio
às vezes.
Também por isso, quando somos questionadas sobre o que amamos, não nos
lembramos de nós mesmas.
Por isso a ideia da competição feminina, fofoca e inveja imposta
por toda uma sociedade machista é tão forte.
Por isso a sororidade é tão importante, e também por isso,
precisamos tanto do feminismo.
Uma pesquisa rápida no Google sobre “amizade entre mulheres”
e depois “amizade entre homens”, me fez chegar nisso: “O lado perverso da
relação entre mulheres” x “Amigos homens são mais cúmplices”. É assim que a
amizade entre homens e mulheres foi enxergada por muito tempo, e isso tá mudando, grazadeus!
Estamos aqui também para provar que a amizade
entre mulheres existe, é sincera, bonita e muito verdadeira. Faz um bem
danado, nos deixa mais felizes, mais seguras e cada vez mais certas de quem
somos; das lutas que temos pela frente, trabalhando pelo empoderamento
coletivo, de todas as mulheres, juntas.
Somos parceiras, estamos aqui uma pela outra. Vem com a gente?
A liberdade que é ficar
escrito por Unknown
Vi essa imagem aqui:
U-a-u. E deu um bug imenso na minha mente. Era tudo o que eu achava ser, mas que nunca tinha parado para pensar.
"Permanência.
Liberdade.
Certeza.
E se você repensasse os significados das palavras?"
Para mim, que escrevi um texto semana passada dizendo o quanto foi lindo-importante-emocionante o fato da Marcella ter ficado no Magg e comigo, essas palavras fazem muito sentido. Marcella poderia ter ido embora, mas escolheu permanecer.
Já pararam pra pensar na aventura que é ficar? No meio de tantas coisas pra fazer, de tantos incentivos, de tantos planos e descobertas, a gente decide ficar e fazer isso com alguém. Decidir ficar. E essa é somente uma das interpretações, que divido aqui nesse post meio maluco, mas profundamente verdadeiro.
Muitos de nós quando pensa na palavra liberdade, imagino que venha na cabeça as viagens que tanto gostamos de fazer, ficar em contato direto com a natureza ou no meio do mar... Isso sem falar nas várias pessoas que associam liberdade com o fato de sair de um relacionamento amoroso. Mas a gente tem que parar de pensar em liberdade como algo distante, como algo que acontece aos finais de semana, como algo que vivemos enquanto solteiros ou mesmo enquanto sem filhos.
A liberdade é a gente quem faz e ela existe pra gente usar e abusar dela, e todos os dias, em todos os momentos: é a liberdade para ser quem somos, para fazer o que quisermos, para ficar ou ir onde queremos. Liberdade para usar biquíni, cropped, braço de fora. Para ficar com quem quisermos. A delícia que é ter a liberdade de escolha, sem deixar de citar a liberdade que é ficar.
Me acho bem livre nessa foto
Esse post é pra gente nunca esquecer: liberdade está nas nossas ações diárias, na nossa cabeça, nas nossas atitudes. O exercício de repensar as palavras é válido demais e atribuir um significado mais bonito à elas é trazer um significado mais bonito a nossa vida também. A liberdade está presente em nós mesmos, nas menores ações que podemos imaginar. Só quero que vocês tomem ciência disso e sejam cada vez mais livres, e felizes, onde quiserem, com quem quiserem e sendo quem são!
(Tô sentindo que tá meio doideira, mas tenho plena consciência de que tenho a liberdade de escrever aqui o que eu quiser)
♥
Ela ficou
escrito por Unknown
Quando houve a última mudança aqui no Magg - a saída da Carol e o restabelecimento dele comigo e com a Marcella - houve uma pausa aí no meio. Uma pausa aqui dentro, uma olhadinha pra mim. Eu não sabia mais o que aconteceria, afinal, a pessoa responsável pela criação do Blog estava deixando de fazer parte dele, pelo menos naquele momento. E quando eu ~acho que tô perdendo o controle~ eu preciso dar uma paradinha e pensar.
Era como se o Maggníficas tivesse desmoronando pra mim. Primeiro a Dani, depois a Alinne, e por último a Carol. Eu pensei em desistir e conversei com a Ma sobre isso, inclusive; sobre minhas dúvidas, inseguranças e medos. Mas ela me deu força, motivos e alegrias para continuar.
Hoje entendo que as coisas acontecem quando têm que acontecer. Exatamente no tempo que precisam acontecer. Marcella não sabe, mas mesmo sendo uma briguenta de primeira, ela me faz levar as coisas com mais leveza e me ensina a não levar tudo tão a sério, mesmo sem perder toda a intensidade que é necessária. E o Magg é nosso, agora eu sei disso. Ele é nosso de todas nós. Ele se reformula, se adapta, muda, evolui: assim como a gente também. E hoje ele é essa lindeza que é tão nossa cara, que faz parte de nós e a gente dele.
Mas esse texto foi pra dizer que pensei dia desses que a Ma poderia muito bem ter cogitado desistir, como eu considerei. Marcella escreveu o primeiro post como colaboradora em março de 2015, entrando oficialmente para o time em julho do mesmo ano. Carol escreveu o post de despedida em março de 2016 – um ano após o primeiro post da Marcella por aqui. E aí ficamos nós duas. Que não nos conhecíamos antes da entrada dela no Blog; éramos totalmente desconhecidas, mas o destino é maravilhoso e fez a gente se encontrar.
Marcella é um presente na minha vida, de verdade. Presente que o Magg me deu, pra minha vida. A gente é bem diferente, mas a gente se ama tanto e se entende tão bem! A nossa amizade começou pelo Blog e hoje vai muito além dele! E a mais pura verdade é que ela resolveu ficar, e isso diz muito pra mim, sobre nós: sobre como nos damos bem, sobre o quanto queremos bem uma a outra, sobre o quanto queremos ficar perto para lutar pelas mesmas coisas, sobre o quanto acreditamos na nossa luta e sobre o quanto somos uma boa equipe quando estamos juntas. Temos os mesmos princípios e mesmas opiniões sobre basicamente todos os assuntos e polêmicas, e quando não, as opiniões se completam e ficam melhores ainda!
Ela querer ficar me disse muito sobre ela acreditar no meu trabalho, nas minhas ideias: acreditar em mim. E cara, como isso é bom! Saber que uma pessoa que você gosta e admira tanto sente o mesmo por você é um aconchego no coração – e dos bons! Ela ter ficado significou muito, significa muito. E esse post é um agradecimento à ela, por ter ficado, por ficar, por entrar nas minhas conversas malucas sobre pensamentos aleatórios quando mando uma mensagem aparentemente sem sentido. Obrigada por estar sempre por perto - e olha que a gente mora longe, hein!
E esse post é também um pedido de reflexão para todas vocês: fiquem quando for importante, quando for especial. Fiquem quando há pelo menos uma possibilidade de dar certo, quando te faz bem, quando a outra pessoa também se importa. Isso vale para relacionamentos românticos, mas para os de amizade também, e principalmente. A gente acaba deixando pra lá algumas coisas importantes na correria do dia a dia, e esquecemos de ficar por quem merece ficar, por quem queremos ficar, por quem também fica por nós.
Às vezes a gente deixa de ♥ficar♥ por alguém especialmente quando também há um relacionamento romântico, mas os relacionamentos de amizade são tão importantes quanto! E a Marcella me faz acreditar mais ainda nisso, todos os dias. Ela ficou e continua ficando. E eu quero ficar por ela também. Alimentando isso sempre, como merece ser.
A gente pode se surpreender quando acha que tá tudo dando errado, ou desmoronando como eu achei. Mas eu ganhei um Maggníficas novo e uma amiga pra vida inteira ♥
Se permita recomeçar
escrito por Unknown
Nos últimos dias, sem me dar conta do tempo, eu me vi em uma das primeiras fases de completa transição pra mim: o começo do ensino médio. Talvez nem seja assim um bicho de sete cabeças, mas na minha primeira visualização, é. Há umas semanas, eu terminei o ensino fundamental. Tudo lindo, maravilhoso, muitas saudades. Mas aí a gente percebe que o tempo passou MUITO rápido. Eu lembro como se fosse ontem do meu primeiro ano na escola, no ensino fundamental. E agora, formei. Com isso, parei para refletir os meus dois últimos anos.
E não posso deixar de afirmar que eu fiquei feliz, pois nesses dois anos, eu fui uma Mariana em crescimento (nem tanto literalmente, rs). Mudei de cabelo, de estilo, de opinião. É uma fase, na qual eu posso dizer que realmente comecei a enxergar o mundo da minha forma, e não como as pessoas me conduziam a enxergá-lo. Pode ser o jeito certo, o errado, mas não é isso que importa para mim agora. O que importa, é a visualização que eu tive do meu crescimento. Larguei de lado algumas ideias que eu carregava comigo, como num exemplo neutro, o meu cabelo. Já tive a opinião fixa de que ele natural é feio. Hoje em dia, ainda bem, eu não penso mais assim. E isso aconteceu também em questões ideológicas, é claro.
Nessas minhas conclusões sobre a minha vida, eu vejo que estou saindo da minha atual escola, uma pessoa muito melhor do que quando entrei. Posso dizer que estou saindo de lá até um pouco menos tímida. E digo também que isso não me fez mal nenhum, muito pelo contrário!
O que eu quero dizer, é que mudar de opinião é extremamente importante. Algumas pessoas são muito fechadas nessas questões, e eu lhes digo: se deem uma chance de recomeçar. Se permita! Mudar de opinião, seja sobre qualquer assunto, não é nenhum tipo de vergonha. Refletir sobre nós mesmos faz bem, e nos ajuda a ver como estamos agindo para que com o mundo. Aproveite o clima de fim de ano e inclua na sua listinha de metas de ano novo se permitir recomeçar, sempre que for preciso. Eu te garanto que fará um 2017 bastante produtivo!
Mariana Fernandes, 14. Nascida no verão, na região metropolitana de BH. Amo ler e escrever. Ainda não sei o que quero ser quando crescer, só quero ser muito feliz e realizar o meu trabalho da melhor maneira possível. Cacheada assumida com muito amor!
Esse post faz parte da série Maggnifiquinhas ♥
Você tem menos de 18 anos? Tem vontade de escrever sobre o universo feminino? Se identifica com o Maggníficas? Então vem escrever no Maggnifiquinhas! Um espaço no bloguinho feito pra você! Mande seu texto, foto e mini bio para maggnificas@gmail.com ou nos dê um oi por lá que a gente retorna contando tudinho! ♥
Esse é um espaço para dar voz a meninas jovens. Não necessariamente é a opinião das blogueiras. O empoderamento também passa pela possibilidade de diálogo.
A menina que dançava
escrito por Unknown
[você pode ler esse texto ao som de A Menina Dança]
Eu dançava muito quando criança. Muito mesmo. Dançava em qualquer lugar, em festas de família, em casa, na rua, na loja no shopping: onde tivesse música tocando. Tenho várias daquelas fitinhas que gravávamos de filmadoras, onde sou a protagonista, que dança. Há uma específica que deveria ser da minha irmã, mas apareço de fundo dançando até a gravação acabar virando minha, com ela dançando comigo e imitando meus movimentos - acontecia.
Participei de dois encontros de dança circulares e, nossa, foram muito emocionantes. É dessa emoção que eu sinto falta, e que quando criança eu sentia. A dança circular foi minha última experiência com dança e foi bem significante: ela traz mesmo emoção e conexão - com nós mesmos e com os outros participantes.
Eu pratico outros tipos de exercícios físicos - vejam bem, a questão do movimentar-se aqui é mesmo sobre a dança - mas até na aula de ritmos da academia eu fico "justificando" meus movimentos com delay ou meio desastrados. E justo eu, que adoro admirar pessoas dançando onde quer que seja e sempre paro pra olhar quando elas realmente estão entregues à isso (e quando geralmente o movimento é mesmo descoordenado, daquelas danças que você dança consigo mesmo até de olhos fechados), não entendo de verdade porque não consigo.
Li recentemente que quem dança constrói mais fácil a visão sobre o próprio corpo, conhecendo-o e explorando-o. Penso que conforme fui crescendo e entrando na adolescência, os padrões começaram a ser impostos de forma tão avassaladora que eu acabei me contendo. Já recuperei toda autoestima que a sociedade e suas prisões tentaram me tirar - mas a dança ainda é um desafio para mim.
Todas nós temos nossas batalhas internas, nossas questões particulares. O importante é a gente saber disso, tomar consciência e mudar, se achar necessário. Eu quero muito voltar a me sacudir e remexer, e voltar a sentir essa felicidade da dança que eu tanto sinto falta.
Esse é um texto-desabafo para vocês pensarem comigo que tudo bem a gente não conseguir alguma coisa que queiramos, mas que é melhor ainda se a gente não desistir dela, no tempo que for. Esse post também serve para me dar força, e assim eu conseguir encarar essa nova-velha etapa, sem desistir de novo dessa vez. Tô bem animada :)
Comentei sobre o assunto com minha grande amiga e ela me mandou esse vídeo inspiração, que serve para todas nós:
Fiz aula de jazz por algum tempo. Penso nas imagens da fitinha de apresentação (temos mesmo muitas delas em casa) e lembro de como me sentia demais por aquilo. Eu me sentia livre, inteira comigo mesma e orgulhosa de mim, forte, preparada e disposta para enfrentar qualquer coisa.
E eu nem dançava bem: só dançava e era feliz.
E eu nem dançava bem: só dançava e era feliz.
Hoje, eu não danço mais. Só danço com minha afilhada, danço quando estou sozinha, faço uma dancinha boba com o namorado; e essa é uma das maiores entregas da minha parte, por significar que me sinto extremamente segura e à vontade para ser quem sou.
A dança é algo maravilhoso e só me proporciona coisas boas: é como um espaço no tempo para eu ficar comigo mesma, mas não sei o que aconteceu no meio do caminho.
É meio louco pensar que tenho essa liberdade e amor com meu próprio corpo, mas não consigo expressar isso através da dança. Algo acontece e eu travo, mas não consegui ainda chegar numa conclusão definitiva sobre o motivo disso. Eu, que apoio manifestações de arte e que as pessoas sejam livres para serem quem são, não entendo porque não consigo mais dançar. Só consigo pensar que, de certa forma, ainda estou amarrada à algumas prisões sobre a forma como a gente se expõe, não conseguindo me expressar exatamente como eu gostaria.
A dança é algo maravilhoso e só me proporciona coisas boas: é como um espaço no tempo para eu ficar comigo mesma, mas não sei o que aconteceu no meio do caminho.
É meio louco pensar que tenho essa liberdade e amor com meu próprio corpo, mas não consigo expressar isso através da dança. Algo acontece e eu travo, mas não consegui ainda chegar numa conclusão definitiva sobre o motivo disso. Eu, que apoio manifestações de arte e que as pessoas sejam livres para serem quem são, não entendo porque não consigo mais dançar. Só consigo pensar que, de certa forma, ainda estou amarrada à algumas prisões sobre a forma como a gente se expõe, não conseguindo me expressar exatamente como eu gostaria.
Já adulta, tentei por um tempo fazer aula de dança. Achei que pudesse retomar o gosto e continuar me movimentando, mas o professor que não tinha muita paciência com quem não sabia muito (que ironia), me desmotivou demais e acabei saindo fora - o espaço sempre era mais ocupado por quem já sabia dançar e sempre rolavam piadinhas com meu esforço em acompanhar ou sobre meu peso. Acabei desistindo e decidi tentar outro tipo de dança, então. Minha mãe me deu um véu maravilhoso (e verde, minha cor favorita) para eu começar dança do ventre, mas ele segue guardado dentro do armário, porque eu só fico adiando essa nova tentativa.
Participei de dois encontros de dança circulares e, nossa, foram muito emocionantes. É dessa emoção que eu sinto falta, e que quando criança eu sentia. A dança circular foi minha última experiência com dança e foi bem significante: ela traz mesmo emoção e conexão - com nós mesmos e com os outros participantes.
Eu pratico outros tipos de exercícios físicos - vejam bem, a questão do movimentar-se aqui é mesmo sobre a dança - mas até na aula de ritmos da academia eu fico "justificando" meus movimentos com delay ou meio desastrados. E justo eu, que adoro admirar pessoas dançando onde quer que seja e sempre paro pra olhar quando elas realmente estão entregues à isso (e quando geralmente o movimento é mesmo descoordenado, daquelas danças que você dança consigo mesmo até de olhos fechados), não entendo de verdade porque não consigo.
Li recentemente que quem dança constrói mais fácil a visão sobre o próprio corpo, conhecendo-o e explorando-o. Penso que conforme fui crescendo e entrando na adolescência, os padrões começaram a ser impostos de forma tão avassaladora que eu acabei me contendo. Já recuperei toda autoestima que a sociedade e suas prisões tentaram me tirar - mas a dança ainda é um desafio para mim.
Todas nós temos nossas batalhas internas, nossas questões particulares. O importante é a gente saber disso, tomar consciência e mudar, se achar necessário. Eu quero muito voltar a me sacudir e remexer, e voltar a sentir essa felicidade da dança que eu tanto sinto falta.
Uma das minhas fotos preferidas: sou tão feliz me movimentando
Comentei sobre o assunto com minha grande amiga e ela me mandou esse vídeo inspiração, que serve para todas nós:
Beijo beijo e muitas dancinhas para vocês nesse final de semana, e na vida!
Quem define o que você é?
escrito por Unknown
Almocei com uma amiga e elogiei sua blusinha com listras horizontais. Ela então começou a contar, feliz da vida, que sempre amou listras, mas não as usava por achar que ficaria "maior do que é"; até que um dia ouviu algum personal stylist (não lembro quem) dizer que listras horizontais são permitidas, desde que sejam finas. E assim ela passou a usar. Passou a usar blusas com listras finas.
Ela passou a usar algo que já amava porque alguém disse que ela agora poderia usar. Mas ainda não usa todas as listras, só as horizontais finas são "permitidas". Ao mesmo tempo em que, de início, comemorei por ela usar as listrinhas horizontais, me deu uma tristeza enorme ao saber que esse gosto dela é, de certa forma, moldado por outra pessoa.
Batom azul, colar rosa, cabelo bagunçado. Tudo junto. Pode? Claro que pode!
Isso até pode parecer nada quando pensamos no quanto fazemos (ou fizemos) de forma automática, e aí paro pra pensar no que realmente significa a grandeza da tristeza que senti: como é que a gente deixa alguém (ainda mais uma pessoa desconhecida!) dizer o que podemos ou não podemos usar? E indo mais fundo: como é que a gente não faz algo que A GENTE QUER porque alguém disse que não podemos simplesmente por não podermos?
E isso aqui ainda é além das listrinhas azuis na blusa branca: nós somos nossas próprias escolhas. Se eu quero usar algo, não tem ninguém que possa impedir, se isso diz respeito somente a mim e ao meu corpo! Nós já estamos cansadas de ouvir o que não podemos fazer, já passou da hora de nos livrarmos dessas amarras e sermos livres, e essa liberdade começa em eu poder escolher o que quero usar: a moda também é libertadora!
Nós podemos sim usar listras verticais e horizontais, de todos os tamanhos e cores, podemos usar cropped, roupas justas, largas, curtas, com brilho e transparência. Eu posso sim ter o cabelo curto, enrolado ou ser careca se eu quiser, não usar maquiagem se eu não quiser. Eu posso sim usar biquíni no meu corpo de verão, aproveitar o sol, o mar e tudo o que eu quiser ♥
A cara de preocupação
Até onde vale diminuir o próprio desejo a favor de uma regra que só serve para nos diminuir, nos limitar? Eu prefiro muito mais estar bem comigo mesma e usar o que eu quiser, do que seguir regras impostas sei lá por quem, com a finalidade que de bom não tem nada, só porque alguém acha que eu não deveria usar...
Espero que todas nós, especialmente essa minha amiga, consiga enxergar a beleza que existe nela, que não se resume a um corpo magro e sim a uma pessoa que é feliz, inteira em suas escolhas! Que ela consiga acreditar que ela pode sim usar o que quiser, que #todomundopodetudo, porque é essa alegria e liberdade que nos deixa ainda mais vivas!
(falei sobre nossas escolhas sobres as roupas que usamos, mas esse post serve também para todas as escolhas da vida: quem define o que escolhemos? quem define o que somos?)
As fotos são do nosso Editorial Somos as netas das bruxas
É só uma reflexão
escrito por Unknown
Post da série Maggnifiquinhas ♥
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Essa semana, vimos O Menino do Pijama Listrado na escola. Estamos estudando sobre as guerras, e o filme foi uma parte da nossa matéria, pra gente entender as coisas um pouco além dos livros. (Spoilers!) O filme é um drama e eu já sabia que ia derramar algumas lágrimas, mas o fim trágico dos meninos mexeu comigo muito mais do que eu esperava. Eu me controlei muito no dia pra não chorar, mas lá no fundo eu estava triste, de verdade. Estava triste de saber que eu vivo num mundo onde pessoas foram tratadas piores do que animais e morreram de maneira brutal só por não seguirem um padrão. Só por isso, sabe? Eram todos humanos, iguais a nós. Eram pessoas. Tinham família, trabalho, família, filhos. Eu parei para refletir um pouco, e conclui que se alguém da minha turma saiu da sala de vídeo aquele dia com algum pensamento preconceituoso sobre qualquer coisa na cabeça, não entendeu nada. É claro que o filme foca só nos judeus, mas eles não foram os únicos que sofreram naquela época. E para mim, todo tipo de preconceito de hoje em dia, pode ser visto da mesma maneira como os judeus são retratados lá de uma maneira menos radical. Se hoje em dia, casais sofrem ataques violentos nas ruas só por se amarem, para mim, é um reflexo. Ninguém deveria ser tratado dessa forma, ninguém. Nem a pior pessoa do mundo. Somos diversos, mas, repito, somos todos iguais! Somos humanos! E é nesse ponto que eu quero chegar. É claro que naquela época havia muito mais coisa envolvida além do preconceito contra as pessoas diferentes, mas é nesse preconceito que eu quero focar.
(Stranger Things por motivos de: amo demais!)
Sabe, ninguém precisa gostar de nada, nem precisa ser. Só precisa respeitar e ter um pouco mais de amor ao próximo. Você não precisa achar um cabelo crespo bonito, e nem precisa mentir dizendo que acha. Você só não tem dizer que ele é ruim, ou que parece uma lã de aço. Sabe por quê? Por que isso faz as pessoas ficarem infelizes e inseguras. Você também não precisa achar um corpo gordo bonito, nem mentir dizendo que acha que gordinhas são as melhores. Você só não precisa dizer que a pessoa em questão precisa emagrecer e também não precisa mascarar o seu preconceito com a saúde da pessoa em questão. A única, única coisa que eu, você, e todos nós devemos fazer é viver a nossa vida do jeito que achamos melhor sem ferir ninguém. O mundo seria um lugar melhor se tivéssemos respeito mútuo sempre. Se, no lugar de “Você NÃO PODE DE FORMA NENHUMA fazer coisa tal” as pessoas dissessem “Não concordo muito com isso, mas a decisão é sua” o mundo com certeza teria menos conflitos, menos desavenças, menos infelicidade. No meu ponto de vista, seria um lugar com muito mais amor e empatia.
Sinceramente, é o mundo em que eu gostaria de viver.
Mas esse texto aqui é só uma reflexão.
Mariana Fernandes, 14. Nascida no verão, na região metropolitana de BH. Amo ler e escrever. Ainda não sei o que quero ser quando crescer, só quero ser muito feliz e realizar o meu trabalho da melhor maneira possível. Cacheada assumida com muito amor!
Você tem menos de 18 anos? Tem vontade de escrever sobre o universo feminino? Se identifica com o Maggníficas? Então vem escrever no Maggnifiquinhas! Um espaço no bloguinho feito pra você! Mande seu texto, foto e mini bio para maggnificas@gmail.comou nos dê um oi por lá que a gente retorna contando tudinho! ♥
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Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!
maggnificas@gmail.com















































