Não existe autodidata no amor
escrito por Rosa
Sonhei com o amor. No sonho eu dizia para alguém mais novo do que eu - e que, agora, desperta, não sei quem é - "não te ensinaram como amar". O amor, ele próprio, é nosso, humano, pulsante, ali, presente. Amar, no entanto, é um processo de ensino e de aprendizagem. É longo, leva uma vida toda; múltiplo, porque se desenvolve como resposta a estímulos diverso que recebemos de diferentes lugares; difícil, porque a gente erra muito até acertar.
Disposição para amar todo mundo tem. Competência são poucos.
Quem vem acompanhando o diálogo que tenho feito com "O feminismo é para todo mundo", da bell hooks, sabe que eu tenho pensado muito em repensar o amor. Para ela e para mim, também, o amor é revolucionário. A potência transformadora do amor é assustadora. Tão grande quanto a do ódio. Amor e ódio são igualmente importantes para que a vida não seja um ser eternamente levado por ela.
Mas como é possível que alguém não saiba amar?
A infância é crucial. Tratar crianças como seres que não sabem muito bem o que fazem e que, portanto, nos apresentam um suposto cartão de livre passagem ao descaso e a violência talvez seja - certamente é, na verdade - a maior catástrofe. Crianças precisam ser amadas, celebradas e queridas. Não existe nada mais potente como possibilidade de mudança social do que uma criança que foi amada e SOUBE que foi amada.
Não basta amar, é preciso escancarar o amor.
Uma criança amada é um adulto que sabe do seu valor. Que não se rebaixa, nem se subestima. Será uma pessoa que sabe que não merece, de maneira alguma, o sofrimento.
Eu conheço tanta gente que não foi amada. Ou foi, e nunca soube. Ou foi, por pessoas tão machucadas pela própria história que perpetuou um ciclo de associação entre amor e sofrimento. Educar é dolorido, amar não é. Educar só não será traumático se vier acompanhado pelo amor.
E essas pessoas não aprenderão jamais a amar?
Aprendem, e muito. Mas precisam querer. E mais que querer: precisam trombar na vida com pessoas dispostas a ensinar.
Antes disso, porém, vão espalhar muita dor por aí. Muito sofrimento.
Quem nunca foi amado e protegido como deveria demorará muito a aprender - ou sequer aprenda - como é sério o cuidado que devemos ter com aquele que nos oferece amor.
Não há quem seja autodidata no amor. A vida é mais rápida em ensinar, por conta própria, a solidão e o medo. Daí a importância de sermos todos professores.
O subtítulo do livro da bell hooks é: políticas arrebatadoras. Nada mais arrebatador que amar. Tampouco mais político.
Esse e outros textos da Marcella você encontra AQUI
Disposição para amar todo mundo tem. Competência são poucos.
Quem vem acompanhando o diálogo que tenho feito com "O feminismo é para todo mundo", da bell hooks, sabe que eu tenho pensado muito em repensar o amor. Para ela e para mim, também, o amor é revolucionário. A potência transformadora do amor é assustadora. Tão grande quanto a do ódio. Amor e ódio são igualmente importantes para que a vida não seja um ser eternamente levado por ela.
Mas como é possível que alguém não saiba amar?
A infância é crucial. Tratar crianças como seres que não sabem muito bem o que fazem e que, portanto, nos apresentam um suposto cartão de livre passagem ao descaso e a violência talvez seja - certamente é, na verdade - a maior catástrofe. Crianças precisam ser amadas, celebradas e queridas. Não existe nada mais potente como possibilidade de mudança social do que uma criança que foi amada e SOUBE que foi amada.
Não basta amar, é preciso escancarar o amor.
Uma criança amada é um adulto que sabe do seu valor. Que não se rebaixa, nem se subestima. Será uma pessoa que sabe que não merece, de maneira alguma, o sofrimento.
Eu conheço tanta gente que não foi amada. Ou foi, e nunca soube. Ou foi, por pessoas tão machucadas pela própria história que perpetuou um ciclo de associação entre amor e sofrimento. Educar é dolorido, amar não é. Educar só não será traumático se vier acompanhado pelo amor.
E essas pessoas não aprenderão jamais a amar?
Aprendem, e muito. Mas precisam querer. E mais que querer: precisam trombar na vida com pessoas dispostas a ensinar.
Antes disso, porém, vão espalhar muita dor por aí. Muito sofrimento.
Quem nunca foi amado e protegido como deveria demorará muito a aprender - ou sequer aprenda - como é sério o cuidado que devemos ter com aquele que nos oferece amor.
Não há quem seja autodidata no amor. A vida é mais rápida em ensinar, por conta própria, a solidão e o medo. Daí a importância de sermos todos professores.
O subtítulo do livro da bell hooks é: políticas arrebatadoras. Nada mais arrebatador que amar. Tampouco mais político.
Esse e outros textos da Marcella você encontra AQUI
Você é o que você posta?
escrito por Rosa
Faz tempo que eu não sento para escrever um texto que não
seja para meu livro ou que não seja um texto rápido, para redes sociais. O que
me põe sentada em frente a esse computador é uma conversa séria que eu comecei
a ter com várias amigas e que eu quero expandir com vocês.
É um processo muito novo pra mim e eu não tô aqui, em
hipótese alguma, querendo cagar regra na sua vida. No fim do dia, sentado no seu sofá, faça
aquilo que lhe convier. Vou dividir com vocês toda a trajetória do meu
pensamento até o momento em que eu decidi falar publicamente disso.
Eu não sou uma digital
influencer no sentido estrito da palavra. Não me sustento dessa forma, não
passo o dia fazendo isso. Eu sou professora e escritora. Não tenho um número
surreal de seguidores, mas é algo considerável (hoje o @maggnificas está com
pouco mais de 31 mil, o meu pessoal 3 e alguma coisa). Ou seja, eu atinjo uma
certa quantidade de pessoas. Mas esse texto vale se você tem 5 seguidores
também.
A razão pela qual eu comecei, lá atrás, a me envolver com
internet é a mesma que me põe aqui hoje. Eu gosto de escrever, gosto de ser
lida e quero debater ideias. Eu sempre achei (e com razão, suponho) que poucas
pessoas me liam. De fato, pouquíssimas
leem o conteúdo de forma integral e menos ainda são as que reagem, debatem,
fomentam o discurso.
Concomitante a isso, existe a exposição da imagem. Eu sei,
você sabe, qualquer pessoa que tenha rede social sabe, que a quantidade de
pessoas que se engajam num post de imagem – corpo ou rosto – é infinitamente
maior do que o engajamento gerado por um texto. E eu cedi diversas vezes – e
acho que cederei outras mais – ao ego, à vontade de ser enxergada.
Se você acha que é um ser iluminado e divino porque não tem
esse desejo, talvez falte autoconhecimento da sua parte. O processo de ser
enxergado é absolutamente natural entre nós, é um dos mecanismos mais intrinsecamente
humanos, que nos constitui como ser social. O processo de reconhecimento pelo
olhar do outro é base fundante da psiquê de todo e qualquer humano. “Mas eu não
me exponho em rede social”, você vai dizer, e eu acredito. O que você talvez
não enxergue é que existem outros meios de compor esse olhar social, as redes
sociais só tem sido um catalisador – eficaz e preocupante.
Além disso, algumas coisas curiosas começaram a acontecer.
Positivas: li o livro porque vi que você indicou; vi tal série porque você indicou;
amei o seu texto, ajudou a me amar mais; obrigada por me ensinar esse conceito.
Negativas: queria ser feliz na carreira como você; queria um namorado igual ao
seu; queria me aceitar e ser feliz como você se aceita.
Não adianta, em resposta a esses comentários, dizer que eu
não sou feliz plenamente na minha carreira, e que eu seleciono expor a melhor
parte que são meus alunos; não adianta eu dizer que meu namorado já deu e dará
muita mancada na vida, mas eu não preciso reclamar disso publicamente; não
adianta, enfim, eu dizer que eu me odeio na frente do espelho dias a fio e que
eu não amo tanto assim meus olhos que vivem inchados.
Porque outra coisa já disse por mim: a imagem.
Porque dizer é pouco perto do universo encantador da imagem.
E bem, eu já venho conversado sobre a importância da #curadoriadetimeline.
Não só eu.
A Xanda do @alexandrismos subiu esse vídeo no canal dela que fala
super bem de como usar o insta e pensar na saúde mental. A Carol Bataier escreveu aqui um texto incrível sobre perfis que seriam saudáveis de seguir para ela e como ela precisou
entender o elemento nocivo que há em se expor a imagens que pressionam e
deturpam o autoconhecimento. Ela e a Marina, minha parceira no @maggnificas é
que fazem essa discussão encontrar eco. Uma das poucas pessoas "famosas", magras e da moda que eu ainda sigo é a Thais Farage, porque ela sempre questiona o conteúdo postado. SEMPRE. Ser feminista ativista depende disso, no meu ponto de vista. Os dados são assustadores, especialmente para mulheres: a saúde
mental está em jogo na internet e não é pouco.
Mas hoje, eu quero sair desse ponto de cuidar da timeline e jogar
um dilema ético:
Por que postar o que você posta?
Coloquei essa pergunta no meu stories e achei as respostas
incríveis. Tem gente preocupada, tem gente que não sabe, tem gente que assume
que é tédio, tem gente que diz que quer causar, tem de tudo.
Que bom que tem de tudo no mundo.
Quero fazer uma brincadeira – despretensiosa em seu rigor científico
– com o imperativo categórico de Kant. Para quem foge de filosofia moral ou não
teve a sorte de ter um bom professor de filosofia, vou resumir de maneira mais simplificada
e até leviana: Kant criou um crivo ético para ações morais. Ele se inicia com
dois pressupostos: a possibilidade de universalização a ação e a impossibilidade
de usar o ser humano como MEIO. A ação, para ser moral, deve ter finalidade em
si mesma. Ser moral porque é, sem alçar em ninguém isso.
Que Kant me perdoe, mas eu proponho uma versão popular para instagram
nessa pretensa conversa filosófica de bar:
E se o que você posta, alguém de grande alcance postasse, universalizando
a ação: você faria mais bem que mal?
A sua postagem usa de um ser humano para atingir um fim?
É claro que não dá para fazer uma abordagem mega ética para
cada Stories do seu gato (aliás, gatos sempre são bem vindos na timeline). Mas
dá para tomar a decisão para si, e pensar:
Que tipo de incentivo, energia, ideias eu jogo para o mundo?
Não abra mão disso. Não finja que você não é responsável
pelo que causa nos outros.
Ou abra. Porque cada um sabe o que faz da vida.
Conchinha.
escrito por Rosa
Na casa dos meus pais eu durmo melhor. Sempre é assim. Desde que eu saí da casa dos meus pais, eu durmo melhor lá. Mesmo que agora eu tenha uma casa com quarto melhor, cama maior, lençol macio e cheiroso. Parece que, estando lá, eu capoto. Volto em alguma medida a ser criança e dormir profundamente, como se os meus pais, no quarto ao lado, fossem capaz de impedir que qualquer problema encoste em mim. É de uma capacidade de relaxamento que eu nem sei descrever.
Outra coisa que adoro é dormir no colo da minha mãe, no sofá, enquanto ela e meu irmão assistem futebol. O som do narrador embala, o cafuné e a paz. A paz que só uma criança - que não tem problema nenhum - tem. Uma paz que é difícil experimentar na vida adulta.
Quando comecei a me relacionar com meu namorado, já fui logo me incomodando com os horários dele: eu acordo e durmo cedo, ele acordava e dormia tarde. Como isso já tinha acontecido antes, eu sabia como seria: eu dormindo antes, acordando antes e passando um bocado de raiva.
Eu não sabia como seria, não com ele. De fato, ele dorme depois de mim e acorda depois, mas ajeitou seu horário para, pelo menos - ainda que não durma - deitar comigo. E, ali, deitado, ele me embala o sono, lendo ou assistindo alguma coisa, mas comigo.
Eu tenho dormido tão profundamente. Eu tenho acordado com a sensação boa de quem dormiu no sofá e magicamente acordou na cama. Eu tenho sentido, adulta e na minha própria casa, a paz de espírito do meu sono infantil. É como se no abraço dele não tivesse como alguma coisa me atingir. Nem meus pesadelos. Nem a ansiedade que carrega com ela a insônia. Nada. Eu durmo, capoto: é como se eu pudesse explodir de gratidão por um abraço representar a volta a uma sensação que eu achei impossível reconstruir.
Eu tenho alguns minutos de inveja, é verdade, porque eu saio da minha cama antes do próprio sol resolver que é hora do dia começar. É verdade também que eu queria desligar o despertador e passar mais uns quarenta minutos agarrada naquela bagunça de cabelo que fica jogada no travesseiro. Mas isso não impede que eu levante disposta e sinta que vale à pena acordar, viver o dia, cansar tudo de novo e deixar esse cansaço do lado de fora do quarto, porque de noite eu tenho hora marcada com a paz.
Outra coisa que adoro é dormir no colo da minha mãe, no sofá, enquanto ela e meu irmão assistem futebol. O som do narrador embala, o cafuné e a paz. A paz que só uma criança - que não tem problema nenhum - tem. Uma paz que é difícil experimentar na vida adulta.
Quando comecei a me relacionar com meu namorado, já fui logo me incomodando com os horários dele: eu acordo e durmo cedo, ele acordava e dormia tarde. Como isso já tinha acontecido antes, eu sabia como seria: eu dormindo antes, acordando antes e passando um bocado de raiva.
Eu não sabia como seria, não com ele. De fato, ele dorme depois de mim e acorda depois, mas ajeitou seu horário para, pelo menos - ainda que não durma - deitar comigo. E, ali, deitado, ele me embala o sono, lendo ou assistindo alguma coisa, mas comigo.
Eu tenho dormido tão profundamente. Eu tenho acordado com a sensação boa de quem dormiu no sofá e magicamente acordou na cama. Eu tenho sentido, adulta e na minha própria casa, a paz de espírito do meu sono infantil. É como se no abraço dele não tivesse como alguma coisa me atingir. Nem meus pesadelos. Nem a ansiedade que carrega com ela a insônia. Nada. Eu durmo, capoto: é como se eu pudesse explodir de gratidão por um abraço representar a volta a uma sensação que eu achei impossível reconstruir.
Eu tenho alguns minutos de inveja, é verdade, porque eu saio da minha cama antes do próprio sol resolver que é hora do dia começar. É verdade também que eu queria desligar o despertador e passar mais uns quarenta minutos agarrada naquela bagunça de cabelo que fica jogada no travesseiro. Mas isso não impede que eu levante disposta e sinta que vale à pena acordar, viver o dia, cansar tudo de novo e deixar esse cansaço do lado de fora do quarto, porque de noite eu tenho hora marcada com a paz.
ele quem desenhou
Meet me in Mountauk
escrito por Rosa
Brilho eterno de uma mente sem lembranças é um filme que veio acompanhando a minha vida desde que foi lançado, em 2004. A primeira vez que eu vi foi no ensino médio, recém-lançado, algo como 2005 ou 2006. Em 2007, tinha um amigo no orkut que tinha como descrição do perfil:
"I'm just a fucked up girl who is looking for my own peace of mind": ele havia trocado o girl por person.

A primeira vez que li achei simpático; na segunda, reconheci a origem da citação, lembrei do filme que tinha me atraído e resolvi assistir de novo. Aí, na segunda vez que assisti, menos distraída com a fotografia maravilhosa e começando desde o início sabendo o que aconteceria - portanto, lidando melhor com os lapsos temporais - esse filme foi um soco.
Eu me reconhecia tanto com a Clementine que tinha dificuldade de lidar com alguns diálogos. Eu tinha uma raiva enorme do Joel, por prendê-la, limitá-la, sufocá-la. A necessidade de liberdade, a instabilidade das cores, tudo isso me tocava: eu era, no auge dos vinte e poucos anos, a própria Clementine: incomodada; feliz, mas não muito; desarticulada; tentando achar algum tipo de paz de espírito que não vinha - nunca vem,não deve vir - do outro.
O que fazia desse filme um dos meus prediletos era justamente porque, enquanto houvesse Clementine, havia a possibilidade de uma intensidade sincera. Eu sempre achei Joel injusto, especialmente na passagem em que ele diz que ela prometia um mundo maravilhoso no seu modo de levar a vida, mas era tudo artificial.
Eu era mais artificial.

Fazia nos que eu não via esse filme, ainda que por muitas vezes ele tenha sido a foto de capa do meu facebook, as citações mais compartilhadas das minhas redes sociais e minha memória de drama/romance que me suscitava prazer. Fazia tempo que eu não encontrava com as minhas inseguranças que conversam tanto com Clementine; fazia tempo que eu não me lembrava das minhas incertezas a la Joel.
Ontem, assisti de novo. Não de qualquer jeito. Eu queria muito rever, eu sabia que devia.
Eu revi do lado de uma pessoa que eu gosto de uma maneira que não conhecia.
Foi maluco.
Em algumas cenas, eu quase queria tampar os olho daquele que assistia comigo, porque eu sentia que ele ia se ligar obviamente que aquela fraqueza escancarada é também a minha. Ao mesmo tempo, eu senti aquele sentimento maluco de entender absolutamente o que está sendo dito ali.
você já esteve exatamente onde queria estar? Eu estava, ontem. Eu tenho estado. Meu lugar é uma pessoa e um momento: a paz de espírito dele e este amor próprio que eu demorei tanto a conhecer.
Esse filme - que eu sigo recomendando - não me atrai mais só porque a loucura da Clementine ecoa aqui dentro, mas porque, ontem, eu lembrei um medo que eu tinha me esquecido. O que acontece se, de repente, não der certo?
Ontem, assisti de novo. Não de qualquer jeito. Eu queria muito rever, eu sabia que devia.
Eu revi do lado de uma pessoa que eu gosto de uma maneira que não conhecia.
Foi maluco.
Em algumas cenas, eu quase queria tampar os olho daquele que assistia comigo, porque eu sentia que ele ia se ligar obviamente que aquela fraqueza escancarada é também a minha. Ao mesmo tempo, eu senti aquele sentimento maluco de entender absolutamente o que está sendo dito ali.

você já esteve exatamente onde queria estar? Eu estava, ontem. Eu tenho estado. Meu lugar é uma pessoa e um momento: a paz de espírito dele e este amor próprio que eu demorei tanto a conhecer.
Esse filme - que eu sigo recomendando - não me atrai mais só porque a loucura da Clementine ecoa aqui dentro, mas porque, ontem, eu lembrei um medo que eu tinha me esquecido. O que acontece se, de repente, não der certo?

A memória fica. O amor também.
No fim das contas, a metáfora se estabelece: tem gente que a gente pode até tentar esquecer, mas não vai. Tem gente que vira pedaço da gente.
Vestido choker
escrito por Unknown
Ei, gente! Depois que a tendência choker entrou em nossas vidas, é difícil ir embora... Tem colar, sutiã e também peças, como blusinhas e vestidos! Para todos os gostos e estilos! Eu aderi a tendência e amo, e hoje vim mostrar um vestido lindo:
Esse modelo é bem básico, se não fosse pela choker que dá um ar de "diferente", além da estampa! O decote em V com choker é uma graça e eu acho bonito mesmo quando a gente mostra o colo, nem que seja um tiquinho!
É um vestido camisetão, que facilmente pode ser usado com um cinto para acinturar, ou mais despojado como estou usando. Ele é em crepe e atrás tem um detalhe de recorte vazado e o fechamento é feito através de dois botões. Eu amo esses detalhes ♥
Bem plena e confortável com meu vestido choker ♥
O vestido é da Chic & Elegante (tem AQUI) e o tênis é Melissa (tem AQUI). O vestido foi presente da marca e se está aqui é porque eu amei e uso de verdade ♥
Fotos: Tais Ribeiro
Me contem, vocês também gostam de chokers? Contem tudinho: pode ser aqui, no Facebook ou no Instagram (@maggnificas)!
Beijo beijo!
Mini Pop Plus na periferia - peças até R$30!
escrito por Unknown
O Pop Plus que não cansa de nos surpreender tem uma nova iniciativa: é o Mini Pop Plus na periferia! Vai ter moda plus size na periferia de São Paulo, em Campo Limpo, no próximo sábado!
Foto da 20ª edição do Pop Plus
Em parceria com a Agência Solano Trindade, o Pop Plus faz uma mini edição somente de brechó e ponta de estoque com peças ATÉ 30 REAIS! O primeiro Mini Pop Plus acontece dentro do evento Elas no Topo!, no Campo Limpo, dia 24/03/18, com debates sobre a luta feminista, empreendedorismo e economia solidária para mulheres, entre outras atrações. A programação completa tem AQUI.
Participam do Mini Pop Plus marcas com peças novas em ponta de estoque, coletivos e influenciadoras convidadas com roupas e acessórios novos, seminovos ou usados em ótimo estado (somente moda feminina). Tudo custando de R$5 a R$30! "A ideia surgiu pois muitas mulheres não têm poder aquisitivo para frequentar um Pop Plus ou lojas especializadas de moda plus size, embora os preços estejam cada vez mais acessíveis. A ideia é promover esse tipo de edição eventualmente em diferentes regiões da Grande São Paulo", diz Flávia Durante, criadora do Pop Plus.
Brechós: Africa Plus Size Brasil, Alice Ayres Primo (Madame's Curves), Fabiana Traven (Plusforyou Rouparia - Brechó Boutique Plus Size), Nic Duarte (O Cabide)
Parte da renda com as vendas será direcionada para os projetos sociais da Agência Solano Trindade, empreendimento que estimula a produção artística e a economia solidária na periferia de São Paulo.
Particularmente fico feliz demais com essa edição! Levar cultura, informação e moda plus size através do Pop Plus é algo que, além de emocionante, é a coisa certa, sabem? Uma iniciativa que tem todo nosso apoio! Que essa ideia só se espalhe e chegue abrindo portas em muitas outras regiões, atendendo e incluindo todas as pessoas que vestem acima do manequim 46, com preços acessíveis. Isso é MUITO importante!
Mini Pop Plus (até 30 reais) @ Agência Solano Trindade
Sábado, 24/03, 12h às 19h
Rua Batista Crespo, 105 - Vila Pirajussara (Campo Limpo) - São Paulo/SP
Evento no Facebook "Elas no Topo!": www.facebook.com/events/159324988060779
Evento no Facebook Mini Pop Plus: www.facebook.com/events/609479632725309
Os próximos Pop Plus acontecem no Club Homs, em São Paulo, nos finais de semana dos dias 16 e 17 de Junho, 8 e 9 de Setembro, e 8 e 9 de Dezembro. Programem-se e anotem na agenda!
Ah, o verão!
escrito por Unknown
Hoje acaba a estação mais quente do ano, a minha favorita. Sei que muitos não gostam do calor e tudo o que vem com o verão, mas eu não tô aqui para defender a estação, por mim tudo bem se você não gosta.
Vim dar um respiro - diante de tudo que está acontecendo no nosso país - e fazer uma reflexão sobre as sensações do verão, ou as sensações que essa estação causa em mim.
Verão é recomeço, é energia, gente unida. No verão tem festas de final de ano, carnaval, horário de verão. Os dias ficam mais longos, o nascer do sol mais bonito, as noites mais estreladas.
O verão liberta sorrisos, seca lágrimas, faz as coisas terem mais sentido. É leve, mutável, apaixonante, nos transporta para onde for - porque é verão também aqui dentro. "Quando o coração é de sol, toda estação é verão".
Que esse verão que está indo embora tenha sido o melhor de todos, e que permaneça em nós o restante do ano, mantendo quentinho nossos corações - mesmo com chuvas muitas vezes avassaladoras, o importante é que passa - tudo passa - e é sempre tempo de nos reconstruirmos.
O verão é invencível e me ensina que o sol sempre surge, o sol sempre sai depois da tempestade, sempre. Vai dar certo. Fecho os olhos e penso no sol e na brisa do mar batendo em meu rosto. Verão é esperança. Que nunca acabe dentro de nós.
Não precisa ser difícil - eu sei, é óbvio.
escrito por Rosa
Relacionamentos não precisam ser difíceis. Digo, relacionamentos são difíceis sempre, porque ser humano é bicho complexo demais da conta. O que eu quero dizer é que, com 28 anos, eu me lembrei de uma coisa óbvia: não precisa sofrer.
A gente banaliza o que não deveria, então, mesmo que você saiba disso, convém que eu te lembre hoje, mais alguém lembra amanhã e essa deve, então, ser uma lembrança constante: não é pra doer, sabe?
Relacionamentos não devem nos dar a impressão que é um esforço sobrenatural conviver conosco. Não deveriam fazer a gente se sentir mendigando qualquer tipo de afeto. Relacionamentos afetivos não deveriam nos deixar tão inseguros, nem fazer a gente duvidar do que viu ou sentiu.
Olhando em retrospectiva, perco a conta de quantas vezes eu duvidei de que era capaz de ter visto o que vi e aceitei a desculpa do "você tá louca e paranoica". É absolutamente revolucionário afirmar que não está e - isso sim é difícil - saber que não está.
A gente esquece que é pra sentir ansiedade, no máximo, para ver a pessoa de final de semana. E não se consumir por dentro porque ela não dá notícia há 12 horas e você soa como maluca por se preocupar. Por que a gente se convence que está errada em se sentir segura com alguém? Por que a gente ainda acha que é a sensação de perda constante que move o amor?
Não é.
Digo, não deveria ser.
Eu não aguentava mais viver em posição de combate, tentando convencer um ser humano que eu sou passível de despertar paixão. Já parou para pensar na maluquice que é você viver cotidianamente tendo que convencer outra pessoa que você vale à pena? Fazer isso é convencer a si própria que você não vale. Do contrário, você não gastava tanta saliva, saúde mental e disposição.
Eu não acho que tem a ver com ter encontrado minha "alma gêmea", nem nenhuma previsão de cunho espiritualista. O que eu acho, honestamente, é que lidar com alguém mentalmente saudável e que gosta de você com o suas dificuldades - e não apesar delas - nos lembra que somos um universo inteiro dentro de nós, com qualidades riquíssimas, mas também como limitações, que não deveriam ser motivo de automutilação, mas de convivência e aprendizado.
É segunda, o dia acordou lindo. Os problemas se enumeram, mas é preciso respirar. Espero que esse texto chegue até você como um abraço, um café e uma lembrança: não tem nada de errado com você.
A gente banaliza o que não deveria, então, mesmo que você saiba disso, convém que eu te lembre hoje, mais alguém lembra amanhã e essa deve, então, ser uma lembrança constante: não é pra doer, sabe?
Relacionamentos não devem nos dar a impressão que é um esforço sobrenatural conviver conosco. Não deveriam fazer a gente se sentir mendigando qualquer tipo de afeto. Relacionamentos afetivos não deveriam nos deixar tão inseguros, nem fazer a gente duvidar do que viu ou sentiu.
Olhando em retrospectiva, perco a conta de quantas vezes eu duvidei de que era capaz de ter visto o que vi e aceitei a desculpa do "você tá louca e paranoica". É absolutamente revolucionário afirmar que não está e - isso sim é difícil - saber que não está.
A gente esquece que é pra sentir ansiedade, no máximo, para ver a pessoa de final de semana. E não se consumir por dentro porque ela não dá notícia há 12 horas e você soa como maluca por se preocupar. Por que a gente se convence que está errada em se sentir segura com alguém? Por que a gente ainda acha que é a sensação de perda constante que move o amor?
Não é.
Digo, não deveria ser.
Eu não aguentava mais viver em posição de combate, tentando convencer um ser humano que eu sou passível de despertar paixão. Já parou para pensar na maluquice que é você viver cotidianamente tendo que convencer outra pessoa que você vale à pena? Fazer isso é convencer a si própria que você não vale. Do contrário, você não gastava tanta saliva, saúde mental e disposição.
Eu não acho que tem a ver com ter encontrado minha "alma gêmea", nem nenhuma previsão de cunho espiritualista. O que eu acho, honestamente, é que lidar com alguém mentalmente saudável e que gosta de você com o suas dificuldades - e não apesar delas - nos lembra que somos um universo inteiro dentro de nós, com qualidades riquíssimas, mas também como limitações, que não deveriam ser motivo de automutilação, mas de convivência e aprendizado.
É segunda, o dia acordou lindo. Os problemas se enumeram, mas é preciso respirar. Espero que esse texto chegue até você como um abraço, um café e uma lembrança: não tem nada de errado com você.
O que é sentir paz de espírito?
escrito por Rosa
Sempre achei essa coisa de paz meio brega, meio inútil. Eu sempre dizia que era demais da treta para achar que paz era algo positivo. Nunca fui do morno, por isso achava que paz me encheria de um tédio irremediável.
Até que esses tempos comecei a sentir um negócio louco, que nunca tinha sentido em plenitude: de que eu estava, finalmente, certa. Não que a minha opinião sobre algo estivesse correta - mesmo porque, sempre acho que está - mas certa como se estivesse exatamente ocupando os espaços certos, convivendo com as pessoas certas, fazendo o que deveria fazer, ao lado de quem deveria estar.
A despeito de qualquer cansaço de levantar as 5h15 todo dia, eu sinto que tô acertando em vencer o sono. Eu acho propósito na minha caminhada e eu tenho um lugar para chegar. Estou certa no meu apê e como parece que ele me abraça quando eu chego. Estou certa dentro do meu corpo, amando-o e vivenciando-o do jeito que ele é e com as possibilidades que ele tem para me oferecer.
Eu estou certa naquele ombro, quando recosto no banco de espera de uma espera qualquer. Eu estou certa naquele abraço que segura a tristeza que, não é raro, parece insustentável. Tô certa nos clichês que agora eu repito sempre e incansavelmente.
Foi comendo num restaurante específico hoje, sentada no mesmo lugar que havia me sentado meses antes, que eu entendi, por comparação, o que eu finalmente sentia. Há meses, eu sentia que tudo estava um pouco fora do lugar: eu, uma pesquisa despropositada, um corpo que não gostava, um cansaço que horas de sono não curavam. Pior: a mão que estava do lado da minha, comendo ali, não a entrelaçava. E eu desejava tanto e fortemente que eu pudesse segurar naquela mão de novo.
E cá estou eu: de mãos dadas, com quem eu queria e com a vida. Finalmente achando que estou exatamente deveria estar,com quem gostaria e fazendo o que me dá propósito. Acho que existe paz. E eu te desejo a sensação maravilhosa que ela pode trazer, sussurrando no seu ouvido que finalmente veio para ficar.
Até que esses tempos comecei a sentir um negócio louco, que nunca tinha sentido em plenitude: de que eu estava, finalmente, certa. Não que a minha opinião sobre algo estivesse correta - mesmo porque, sempre acho que está - mas certa como se estivesse exatamente ocupando os espaços certos, convivendo com as pessoas certas, fazendo o que deveria fazer, ao lado de quem deveria estar.
A despeito de qualquer cansaço de levantar as 5h15 todo dia, eu sinto que tô acertando em vencer o sono. Eu acho propósito na minha caminhada e eu tenho um lugar para chegar. Estou certa no meu apê e como parece que ele me abraça quando eu chego. Estou certa dentro do meu corpo, amando-o e vivenciando-o do jeito que ele é e com as possibilidades que ele tem para me oferecer.
Eu estou certa naquele ombro, quando recosto no banco de espera de uma espera qualquer. Eu estou certa naquele abraço que segura a tristeza que, não é raro, parece insustentável. Tô certa nos clichês que agora eu repito sempre e incansavelmente.
Foi comendo num restaurante específico hoje, sentada no mesmo lugar que havia me sentado meses antes, que eu entendi, por comparação, o que eu finalmente sentia. Há meses, eu sentia que tudo estava um pouco fora do lugar: eu, uma pesquisa despropositada, um corpo que não gostava, um cansaço que horas de sono não curavam. Pior: a mão que estava do lado da minha, comendo ali, não a entrelaçava. E eu desejava tanto e fortemente que eu pudesse segurar naquela mão de novo.
E cá estou eu: de mãos dadas, com quem eu queria e com a vida. Finalmente achando que estou exatamente deveria estar,com quem gostaria e fazendo o que me dá propósito. Acho que existe paz. E eu te desejo a sensação maravilhosa que ela pode trazer, sussurrando no seu ouvido que finalmente veio para ficar.
#popplus20: como foi
escrito por Unknown
O último final de semana aqui em São Paulo foi de muito amor: aconteceu a 20ª edição do Pop Plus, evento mais lindo do mundo, de longe! O Pop acontece para que nos sintamos fazendo parte de tudo, cada vez mais, através de cultura, moda, música, apresentações, reflexões e debates.
Contei aqui tudo o que rolaria por lá, e eu e a Ma marcamos presença no sábado! Como moramos em cidades diferentes, sempre que nos vemos é felicidade que não cabe no peito!
[fotos da minha irmã ♥]
Tava mesmo lindo de se ver! Lindo porque sempre encontramos gente querida, conhecemos novas pessoas e marcas, vemos um tanto de gente feliz e realizada num lugar onde com certeza podem ser elas mesmas ♥
Nossa maior surpresa foi conhecer a marca Natieppo (@natieppo no Instagram e Facebook), pensada e produzida pela Naty Tieppo, que nos recebeu tão bem e com tanto amor! Ficamos um tempão no stand, batendo papo e experimentando as peças, que são produzidas manualmente, muito confortáveis, cheias de tendência e para vários gostos e estilos - a partir do tamanho 44! Amamos real a Naty e toda sua equipe, foi bem gostoso e nos divertimos muito!
[tudo brusinha da Natieppo!]
Encontramos muitas das pessoas que amamos, mas infelizmente não tiramos fotos com todos. Acontece, né? Os abraços são tão gostosos que as vezes a gente esquece de registrar o momento na câmera, deixando só na mente. Os que registramos:
Com a maravilhosa Shey Guess ♥
Com a Déia - que delícia poder abraçar quem a gente só conhecia na internet
Pausa para dizer que passamos no stand da Natieppo nesse momento e aí já trocamos as partes de cima do look! Eu mesma estava com uma t-shirt preta com as costas transparente, que gosto muito, mas o cropped com fru-fru que deixa braços e barriga de fora conquistou meu coração ♥
Paula da Paula Ribeiro Bolsas - amei conhecer pessoalmente!
Mari da Clamarroca Plus - melhor sorriso
Babei por muita coisa lá e queria trazer tudo para morar comigo, mas dessa vez fui bem contida e trouxe um cropped da Natieppo (que é o que estou usando nas fotos porque sou dessas), uma pantacourt da NaBeca Tamanhos Reais, anéis e cordinha de óculos da Fofura Pimenta, um brinco da Thalita Laleme e presentinhos fofos que ganhei da Déia maravilhosa amiga virtual que agora é mais que real! ♥
O Pop tá cada vez melhor, cada vez mais organizado e com mais opções para todos os gostos, tamanhos, estilos e valores! Tem pra todo mundo mesmo e o objetivo é que cresça cada vez mais e mais!
A gente adora demais e somos suspeitas: já queremos a próxima edição - que acontece nos dias 16 e 17 de Junho, anotem aí! Por enquanto, mais informações no evento no Facebook: clica AQUI para confirmar presença :)
Essa liberdade de usar pernas e braços de fora ♥ falei mais no insta sobre mostrar os braços, AQUI
Quem mais foi? Me contem o que acharam!
Para acompanhar o Pop, é só curtir no Facebook: www.facebook.com/popplusbr
Acompanhem também nas nossas redes: Instagram (@maggnificas) e Facebook (/blogmaggnificas)
Assinar:
Postagens (Atom)
Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!
maggnificas@gmail.com












