Essa segunda-feira...

escrito por Rosa


Esse não é um post de homenagem pelo aniversário da Marina, mas o fato é que o aniversário da Marina, esse final de semana, o vento que tá entrando pela minha janela no exato minuto que eu escrevo esse texto, o livro que eu estudo me encarando da prateleira e mais a minha vontade imensa de dividir o que tô sentindo agora me fazem dizer que: a vida é um negócio muito louco.

Escrevi esses dias mesmo sobre o quanto eu amo a rotina e a (inevitavelmente falsa) sensação de segurança que ela me proporciona.  Amo mesmo. Acho que controlo assim me ansiedade e tal. Se tiver com dúvida do que quis dizer, clica AQUI.

Agora veja que isso não significa, nem nunca vai significar, que o imprevisível não me comove.
Ontem, ao lado do meu namorado, eu assisti o documentário HUMANOS (tem no Netflix)

Resultado de imagem para HUMANOS DOCUMENTÁRIO

E não é que eu não soubesse da maioria das coisas que foram ditas ali, mas eu me esqueço com facilidade.  E, de novo, não é que eu queira me esquecer, mas é que existe uma superestrutura muito firme me levando para longe do que tem de mais eu em mim.

Volta para Marina, que hoje comemora o dia do seu nascimento. Vejam que se não fosse uma rede maluca de círculos e relações, eu não a teria  conhecido. Mais ainda, não fosse um esforço mútuo de compreender uma a outra e tentar - honestamente - se colocar no lugar uma da outra, talvez a gente não fosse capaz da amizade que temos hoje. É a amizade no sentido pleno: absolutamente desinteressada e que nasceu de uma admiração à distância.

tô com saudade de tu, meu desejo..

Corta para o evento entrando na minha janela enquanto eu escrevo esse texto. De todas as coisas que eu acredito que tenho sorte de ter no meu campo de visão agora: meu computador, minhas canetas coloridas e minha coleção de post it, não tem nada mais importante nesse exato segundo que o vento batendo na minha cara e me fazendo sentir que o rosto tá inchado. Eu dormi mal. Eu tive pesadelos essa noite e que bom é ter pesadelos durante à noite e depois acordar com o beijo que você queria. 

era dia do biólogo, eu não sei pintar, teoricamente sabia onde ficava o acento. Errei tudo, mas ta tudo bem.

E, por fim, olho para o livro que eu estudo, que eu teoricamente sei tanto, que tem tirado de mim as energias que me sobram depois do trabalho.  Olho e me pergunto: por que é que eu te escolhi, ô embuste? 

Porque o imprevisível ta aí. Trazendo escolhas, quando a gente nem viu as opções. Parece good vibes, parece marxismo, parece loucura, mas é Drummond:

que triste são as coisas olhadas sem ênfase.

Que os deuses me livrem de não poder olhar as coisas com ênfase. E que todo mundo encontre uma Marina para lembrar da beleza do acaso e da poesia do amor desinteressado. E que a gente poeticamente reencontre o prazer do vento na cara e do beijo matinal, a despeito do medo e da insegurança. Havia 27748283 definições de amor no documentário.  Eu não consigo escolher nenhuma, porque - até pra mim, que vivo de palavras - tem alguma coisa que não se explica na sensação de plenitude dessa segunda-feira sonolenta.

Que de alguma maneira esse texto leve paz..
Boa semana <3



Nenhum comentário:

Postar um comentário


Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!

maggnificas@gmail.com