A sua autoestima não é só sua

escrito por Rosa


É possível construir uma autoestima SOZINHA sem que isso NÃO PASSE pelo outro?

Eu acredito sinceramente que não. Claro que podem existir exceções que venham negar meu ponto de vista, mas, pensando em filosofia e o pouco de psicologia que aprendo com a Iasmini, eu tendo a achar que não, mesmo mesmo. O outro importa, muito. Por isso que eleger quem será o nosso outro é tão, mas tão importante. Vamos falar um pouco de autoestima?

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1. Escolha um outro que CONHEÇA e AME você

Uma das nossas ações mais frequentes é dar ouvidos a alguém de fora e, assim, emprestar os olhos dos outros para nos enxergar. Nada mais natural, eu acho. O problema é que andamos frequentemente escolhendo as pessoas erradas para isso: pessoas que ou não nos conhecem, ou não nos amam, ou, pior: podem até nos amar, mas estão imersas em uma estrutura de competição tão grande que nos valorizar significa, na cabeça delas, a auto diminuição.

2. A competição é ensinada
Aliás: vamos tentar não julgar essas pessoas? Nada mais parte desse mundo do que aprender que o brilho alheio NECESSARIAMENTE ofusca o nosso, portanto, às vezes a pessoa não é má, só não está instrumentalizada para conseguir olhar para o outro sem deixar de olhar para si.

3. Não existe amor "porque sim"
Sabe aquela coisa: "toda mãe acha o filho lindo?". Então, nem toda mãe; inclusive, algumas podem ser as que mais mutilam a autoestima de algumas pessoas. O pai, idem. Namorado, idem. "Ah, mas você namora...": alô, namorar pode significar se sentir pior consigo mesma que melhor. Namoro não garante cuidado. Então, não se iluda achando que por ser um relacionamento TEORICAMENTE embasado em amor ele é de amor. Alguns relacionamentos supostamente de amor podem ser abusivos. E aí fica tudo difícil.

4. Não acredite em tudo que está nas redes sociais
Olha, a gente fala muito de amor próprio e amar a si mesma em primeiro lugar. Mas, calma aí: a gente também sabe que não é da noite para o dia e que, geralmente, essa não é uma tarefa solitária. Inclusive, muitas pessoas relatam que melhoraram a autoestima começam a publicar fotos de si mesma. É isso, sabe? A gente adora julgar mulheres empoderadas que mostram o próprio corpo e esquece que isso é mega revolucionário em um mundo feito para gente se odiar. Além de revolucionário, é um lembrete que o amor pode nos chegar. O ônus é que esse amor pode vir acompanhado de ódio, daí é a hora de saber filtrar o que levar ou não para a nossa vida. Não é uma tarefa fácil. O excesso, até de good vibes, faz mal.

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5. A gente não se ama todos os dias loucamente
Eu sei bem que olhando por fora, todos os dias, a gente na rede social e tal, faz com que você acredite que a gente se acha GATA DEMAIS 24 horas/7 dias por semana.
Vem cá
NÃO É VERDADE.
Tem dia que eu peço elogio para o boy, porque tô me sentindo horrorosa, que abraço a melhor amiga dizendo tô um lixo. Tem dia que eu optaria sequer ser vista.

A diferença entre a gente é que eu já entendi que
1. tudo bem não se achar linda sempre
2. me sentir mal com meu corpo tem mais a ver com o mundo do que comigo
3. não quero passar nenhuma vontade por estar habitando nele
4. a beleza tem formas, cores e caras infinitas: inclusive a minha
5. Minha autoestima depende do outro
MAS NUNCA
JAMAIS
JAMÉ
meme barbie

de qualquer outro: é preciso escolher com muito carinhos as retinas que vamos pegar emprestadas!



Um comentário:


Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!

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