Diário MaGGnífico: meditação

escrito por Marina Sena


Num mundo cada vez mais apressado, precisamos encontrar meios de parar e passar um tempo com nós mesmos, que seja tranquilo e agradável, não acham?

Há um tempo comecei a me interessar por meditação e a pesquisar sobre o assunto, queria entender melhor e como fazer.
Soube através da internet que monges budistas meditam de vez em quando no alto do Edifício Copan, aqui no centro de São Paulo. Lembro que achei aquilo demais, pensei “como meditar no alto de um prédio e no centro de São Paulo?”. Liguei para o número indicado e falei com o monge, que me informou que como eu nunca havia meditado seria bom que eu começasse com pequenos treinamentos, pois lá a meditação dura cerca de 2 horas.


Fui com uma amiga no templo budista e ao chegarmos recebemos algumas instruções: como sentar, em que posição ficar, o que fazer com as mãos, como se comportar. O espaço tem várias divisórias, todas ocupadas por pessoas meditando. Sentamos numa almofadinha (que não lembro o nome), de frente pra parede, em posição de meio lótus com uma mão sobre a outra, apoiada nas pernas. Disseram-nos para prestar atenção na respiração e tentar não pensar. Gente, isso é muito difícil! Começar a prestar atenção na respiração é interessante, pois vamos acalmando e ficando mais tranquilos naturalmente. Mas não pensar é realmente uma tarefa extremamente difícil. Fiquei com os olhos semi abertos e depois decidi fechá-los para testar, mas ao fechar os olhos os pensamentos vieram com mais força. Tentei mais um pouco e acabei ficando com sono, então voltei para os olhos semi abertos mesmo...

Depois de um tempo, o corpo começou a se manifestar: as pernas formigavam, sentia dor nas costas e assim não dava mesmo pra concentrar... Mas após alguma insistência e reposicionamentos de pernas, deu pra prosseguir! Apesar de o monge ter dito que o ideal seria começar com pequenos treinamentos, nós ficamos bastante tempo nesse templo, em torno de 2 horas. Revezávamos a posição da meditação, ficando algum tempo sentados e depois em pé. No final participamos de um tipo de celebração e depois o monge nos falou um pouco sobre a meditação, sobre o budismo, sobre a vida... Foi bem interessante.
Saí de lá extremamente relaxada, decidida a continuar a meditar. Mas praticar meditação em casa é um pouco difícil, é preciso ter muita força de vontade e determinação, sempre aparece “alguma coisa” pra fazer e você acaba não tendo 20 minutinhos para praticar.


Não voltei mais no templo budista, mas encontrei um Instituto que é mais perto da minha casa e em um horário bem melhor pra mim. Comecei a ir há algumas semanas e estou adorando! A meditação é feita em uma sala rodeada de uns almofadões, e ficamos todos bem à vontade, na posição que cada um julga mais confortável para si. É pouquinho tempo, em torno de 20 minutos, mas que é o suficiente, o mínimo pra fazer diariamente. O psicólogo que coordena sempre dá algumas dicas para quem está indo pela primeira vez. Meditamos um tempo em silêncio absoluto e em outros momentos com uma música relaxante de fundo. Quanto aos pensamentos, ele orientou que não devemos tentar parar de pensar, pois é impossível (ainda bem!) e uma boa dica é deixar o pensamento “passar”, só observar sem se envolver. Dizer pra você mesmo que vai pensar nisso depois e deixar os pensamentos correrem. Porque nós que conduzimos nossos pensamentos e não o contrário! Realmente, assim é bem mais fácil!

Cada um tem uma maneira de se sentir relaxado, mas comigo funciona assim: eu preciso me acostumar com o espaço (no caso de uma meditação coletiva) e estar com uma roupa confortável. Fico com os olhos fechados ou semiabertos, depende da maneira que eu me sinto mais confortável no momento. Começo prestando atenção na minha respiração e reparando em mim, percebendo meus pontos de tensão, analisando cada parte do corpo, analisando se há algum desconforto, dor ou incomodo. Li num livro sobre o assunto que podemos transmitir ao corpo mensagens do tipo: “Está tudo bem, tudo em paz, pode tranquilizar-se!” e comigo isso funciona. Agora entendo como é possível meditar no alto do Copan!

Gosto muito da meditação coletiva porque acabei criando um compromisso na minha semana, que só preciso continuar nos outros dias. Meditar é um treinamento, e quanto mais praticamos mais benefícios temos. Agora eu consigo relaxar e ficar tranquila com mais facilidade na hora de meditar (e em outros momentos também!) e antes os 20 minutos passavam e eram suficientes somente pra eu conseguir “entrar no clima” e hoje aproveito muito melhor esse tempo. A meditação nos traz benefícios como tranquilidade, calma, concentração, equilíbrio e autoconhecimento, além de ajudar na disciplina, domínio da mente, superação de conflitos pessoais e de relacionamento, na cura de certas enfermidades e na iniciação e desenvolvimento espiritual.


Por um mundo mais equilibrado, acredito que nós devemos começar por nós mesmos. Com o equilíbrio da saúde física, emocional e mental, proporcionamos a nós um aprendizado melhor e mais produtivo.


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