O cenário agora é outro

escrito por Maggníficas



A preocupação que se tem hoje com o corpo, as curvas e a luta para aceita-lo do jeito que é, com sobrepeso e imperfeições, representa um grande avanço. No passado, nada disso estava em pauta. As grandes grifes se importavam apenas com as suas criações. Tudo gravitava em torno de modelitos elaborados e propostas estilísticas. As modelos ainda não eram modelos, apenas manequins. Sua função nada inspiradora era tornar-se apenas um cabide de roupa nas mãos de estilistas. A estrela da festa, porém, era a criação do estilista e não o corpo da mulher – que, por sua vez, ficava em segundo plano. Mas finalmente entra em cena a primeira top model da espécie: Twiggy. Ela mudou um pouco o foco da moda e implantou de vez o padrão-cabide. Esse padrão caiu como uma luva já que cabe em qualquer look. Desde então, as modelos se tornaram darling dos estilistas e alvo dos holofotes.

Temos então o surgimento da modelo-celebridade mas o corpo da mulher “gente como a gente” continuava fora de questão. Até porque Twiggy continuava sendo um cabide do ponto de vista das modelos anteriores. Ela ostentava uma magreza excessiva e extremamente over. Em suma: tirou a classe do anonimato mas não provocou nenhuma mudança no perfil. Alguém ainda duvida que o movimento plus size foi uma grande virada? O corpo finalmente entrou em cena e provocou discussões intermináveis sobre quilinhos extra, estrias, celulites, curvas e autoestima. A geração “Love Your Body” chegou para ficar. Agora, o look precisa vestir o corpo de consumidoras de todos os tipos e tamanhos e deixar para trás aqueles manequins inexpressivos e sem curvas. O corpo sempre teve um espírito contestador e é bom os fashionistas se acostumarem com ele.

Por Ricardo Allexxandhry


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