Espelho, espelho meu

escrito por Maggníficas



Será que alguma vez Yaris Sanchez já disparou o célebre bordão “espelho, espelho meu, tem alguém mais bonita do que eu?” Acho que sim. Yaris (foto acima) faz parte de uma geração que fotografa a própria imagem diante do espelho e põe tudo no Instagram. O seu perfil apresenta uma enxurrada de imagens e momentos íntimos de sua vida – para o deleite de seus fãs e bisbilhoteiros de plantão. Eu, por exemplo, sou um confesso colecionador de suas imagens. Mas como não ser? Ela é lindíssima, curvilínea, fashionista e ainda esbanja o sex appeal de sua origem latina. Yaris trabalha como modelo, categoria que eles chamam de curvy model ou vixen model. Ela vive da imagem e o Instagram é uma das ferramentas que potencializam o seu trabalho e estilo de vida.

Eu super concordo com esse novo exibicionismo. Assino embaixo sempre quando uma mulher mostra a beleza de suas curvas e divulga as imagens seguindo o bom gosto. O mesmo vale para a nudez. Com tudo, se tem uma tecla que eu nunca me canso de bater é: a nudez não é feia, mas sim a vulgaridade. Algumas, porém, se tornam fúteis quando atropelam a etiqueta digital e postam momentos de noitadas regadas a álcool e cenas sugestivas pra lá de inconvenientes. Claro que não é um problema exclusivo dessas beldades curvilíneas que frequentam baladas, mas da geração do “posto tudo e deixo a minha intimidade escancarada.” Seria legal se elas postassem apenas fotos de seus looks sensuais e outros momentos apropriados.

Diana Escotto, mais conhecida como Mizz DR, é outra modelo voluptuosa com a fama já consolidada. Ela, sim, deveria ser o padrão de modelo defendido pela moda desde o início. Diana é um mulherão completo: silhueta ampulheta, bumbum grande e beleza apimentada pela ascendência latina. Adoro latinas. Vale lembrar que Yaris Sanchez e Mizz DR são modelos curvilíneas que atuam no mercado americano para o público masculino. Então o problema de lá é o mesmo daqui: os mulherões aparecem na mídia apenas para impactar os marmanjos que querem ver bumbuns grandes. E só. Eles não têm mulheres-frutas, mas têm curvy models. A moda elegeu a magérrima como ideal de beleza e virou as costas para mulherões como Yaris e Mizz DR. O resultado não poderia ser mais trágico: mulheres convertidas em objeto sexual ou strippers. Mas nem tudo está perdido. O perfil delas no Instagram ainda é light – ainda que mostre muitos drinques sobre a mesa.
Por Ricardo Allexxandhry


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