Ela é 10 e bumbum 110

escrito por Maggníficas



Já faz tempo que a Playboy vem passando por um período de corpos demasiadamente malhados. Será que a redação da revista foi infestada por personal trainers e devotos da malhação excessiva? Talvez. A beleza que eles buscam é tão milimetricamente “perfeita” que já não vejo nenhuma graça. Tudo tá plastificado demais, enxugado demais – salvo exceções a eventuais surpresas no recheio dessas edições. Mas nas capas, raramente desfila um mulherão que não tenha sido esculpido por essas academias badaladas. Acho que Cacau Colucci foi o último mulherão que passou longe desse perfil idealizado por eles. Eu até comprei essa edição. Ela é um oásis nesses tempos de gorduza zero. Entretanto, Cacau foi um achado dos realizadores do BBB e não da revista. Ponto para o BBB.

Com certeza, a época de ouro das curvas foi a década de 90. A revista, enfim, soube muito bem aproveitar essa fase. Naquele tempo, elas eram mais naturais e voluptuosas. O bumbum grande não era um indicativo de sobrepeso, mas de gostosura. Um show de exuberância protagonizado por Carla Perez, Adriana Ferrari, Paula Melissa, Mari Alexandre, Nilza Monteiro, Rosiane Pinheiro... Um time de tirar o fôlego! Mas depois desse período, tudo mudou – pra pior. Nos anos 2000, a revista abriu espaço para uma ou duas do tipo exuberante. Entre elas, Ellen Rocche e Andressa Soares. A impressão que fica é a de que a revista se importa mais com as celebridades do que qualquer outra coisa. O uso abusivo de celebridades parece atestar uma antiga teoria formulada por mim: eles querem despir o nome célebre delas e não os seus atributos físicos. Claro que eles podem se defender dizendo que a tendência atual é de corpos malhados. Certo, mas precisa mostrar só isso?

Eu fiz esse texto para celebrar aquela que considero o mulherão absoluto revelado pela Playboy: Marina Lima. Não a cantora, mas uma candidata a Miss Bumbum em 1998. A então candidata impressionou os leitores da revista com os seus incríveis 110 cm de quadris. Uma subversão para os padrões da revista. E, claro, não deu outra – ela foi eleita no ano seguinte como a Miss Bumbum da Playboy. Pra mim, Marina era a mulher mais impactante já revelada pela mídia brasileira até então! Sério. A morena de Santo André era um espetáculo. Seu bumbum monumental já se tornou um clássico entre as bootylicious do Brasil. Ela é a representante máxima da beleza dos trópicos. Hoje, a ex-modelo, é uma empresária no ramo de promoções e eventos. Talento, além de corpão. Se, na Playboy, as curvas exuberantes voltarem a ser assunto de pauta novamente, adotem Marina Lima como um ícone da nova fase. Ela é 10... 110.

Por Ricardo Allexxandhry


6 comentários:

  1. Oie, td bem???
    Passei aqui rapidinho pra dar um oizinho!!!!
    Bjs.
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  2. Concordo em gênero, número e grau. Não sei se é algum tipo de tendência mas adotar um padrão de beleza cada vez mais artificial parece ser o caminho no futuro. Sabe aquela musa feita por computador do clássico "Mulher Nota 1000", com a bela Kelly LeBrock (a eterna Dama de Vermelho)? Pois bem, retrocedemos! Montam-se os corpos de acordo com os gostos. O photoshop, escultor exemplar de corpos e ilusões que o diga. A questão envolve duas perguntas cuja essência é praticamente a mesma: para as mulheres, revistas como a Playboy ainda servem como referência de beleza? Para os homens, os monumentos femininos capas de revistas desprovidas de uma celulite sequer servem como referência?

    De uns dez anos pra cá, ao comprar uma Sexy/Playboy da vida, o "leitor" precisa ter em mente que 80% daquela beleza é artificial e/ou elaborada por algum programa, com base nos gostos do editor da revista. Enquanto a realidade se contenta com os parcos 20% restantes, a molecada vai ao delírio.

    Conheço Andressa Soares. Bonita, chama atenção por onde passa. Tem um baita corpo, fato. Mas também possui algumas celulites que a revista cisma em querer esconder, como se fosse um atentado ao pudor publicar as gordurinhas localizadas. Deve ser cláusula prioritária de contrato, sei lá. Revelar celulite gera indenização por "danos morais" a moça. Fico a imaginar o medo que elas devem ter de revelarem quem realmente são na hora do amasso. Ou então namoram num escuro total, vai saber.

    Você citou algumas capas históricas dos anos 90. Peço licença para ir além: impossível esquecer Vera Fischer em 2000 (pra mim a última edição considerada "bombástica" da Playboy), Ângela Vieira em 99, Marina Lima (sim, a cantora foi uma grata revelação!), Andrea Guerra (uma das mulheres mais belas dos últimos anos)Carla Marins, Cristiana Oliveira, Paloma Duarte (belíssima edição), Mylla Christie (que estampou a Play e habitou a cabeça da rapaziada -faço parte desse rol- na época da Engraçadinha)...

    Vera e Ângela são exemplos gritantes. Nos dias atuais, teria a Playboy coragem de colocar na capa alguma celebridade de 50 anos, sem direito a photoshop, como aconteceu na época em que ambas posaram??

    Vivemos num país rico em belezas naturais. Nossas mulheres que o digam.
    Mesmo assim, ainda tem gente que prefere uma beldade criada por computador. A naturalidade dos anos 80 e 90 faz falta.

    A propósito, deixo aqui um link muito interessante mais ou menos nessa linha de raciocínio.

    http://carpinejar.blogspot.com.br/2013/01/bonecas-nao-tem-pelos-pubianos.html

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  3. Parabéns

    Realmente a Marina lima faz falta na revista, pena que ela está longe de aceitar pousar novamente, no final de 2012 ela foi convidada para uma
    nova edição no qual ela não quiz nem saber valores.
    está com seu foco voltado a cuidar da sua Ong. especializada em cuidar de idosos e animais abandonados, causa nobre.
    Realmenteb o mundo está infestado de loiras, falta morenas como ela, natural, altas, com curvas generosas e personalidade simples.

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  4. Putz, não sabia dessa ONG que ela administra e da nova proposta da revista que ela teria recusado. Alguém tem o contato dela?

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  5. ONG Filozinha da Marina Lima:
    https://www.facebook.com/ong.filozinha
    https://plus.google.com/110681317032533467048/posts

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