Compulsão alimentar

escrito por Daniele Santos


Compulsão é um impulso incontrolável.
Existe compulsão para comer, para beber, fumar, comprar, furtar, fazer sexo, etc.. A compulsão alimentar pode se mostrar amena ou de maior gravidade.


Muitas pessoas tem o hábito de descontar na comida algumas frustrações e podem até acabar comendo uma caixa inteira de bombons, ou comem demais de vez em quando, em finais de semana ou eventos especiais. Apresentar um comportamento "impulsivo" alimentar eventual (como quando se está fazendo restrição alimentar, por exemplo) não evidencia algo mais grave, e sim um comportamento decorrente do período de privação e carência alimentar ao qual se submeteu. É até certo ponto comum, apesar de não ser necessariamente normal. (É preciso atenção a quaisquer comportamentos que gerem extremo desconforto físico ou oscilações do humor, do sono e da própria fome.)

Mas há quem se descontrole quase sempre com comida, mesmo sem fome e/ou aparentemente sem motivo.
A compulsão alimentar é um transtorno que ocorre no indivíduo que consome, com frequência, uma grande quantidade de comida de uma só vez, ou naquele que come constante e descontroladamente, mesmo sem fome e até quando já se sente fisicamente mal por tanto comer. Pode acontecer a ingestão de 10 mil calorias de num prazo de 2 horas. Alguns, num ato de descontrole, chegam a comer alimentos crus ou estragados.


 Esses episódios de comer compulsivamente geralmente são seguidos de períodos de sentimento de culpa (do tipo “sou um fracasso, descontrolado, não tenho força de vontade”) e depressão. Além disso os compulsivos gastam muito tempo devotados à comida, pensando no que comeram ou no que vão comer.

Apesar de 75% das pessoas que perdem o controle sobre a ingestão de alimentos sofrerem um grande aumento de peso, facilitando o surgimento de uma grande variedade de doenças, isso também pode atingir pessoas magras. Ou seja, a compulsão alimentar pode ocorrer em todo tipo de pessoas, mas as mulheres costumam sofrer mais. É bom ressaltar que nem todo gordo ou obeso é um comedor compulsivo. O problema atinge até 4% da população geral e 6% dos obesos – podendo alcançar metade dos indivíduos mórbidos, segundo dados da Associação Americana de Psiquiatria.

A compulsão alimentar é objeto de estudo desde 1959, como uma patologia psiquiátrica dentro do grupo transtornos alimentares, onde fazem parte a bulimia nervosa e anorexia nervosa. Em 1991, foi enquadrada em uma nova categoria para os transtornos alimentares, em inglês chama “binge eating” (a tradução para o português poderia algo como “frenesi ao comer” ou, mais usual, “compulsão alimentar”), cientificamente chamado de
Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP).

Sinais
A compulsão alimentar se caracteriza pela presença de vários destes sinais listados abaixo:

Ingerir quantidade excessiva de comida, mesmo quando não tem fome;
Comer até se sentir desconfortavelmente cheio ou mesmo agoniado;
Esconder hábitos alimentares devido a vergonha ou embaraço;
Esconder comida para episódios de voracidade;
Petiscar ou comer constantemente enquanto houver comida disponível;
Comer quando está sob pressão, com dificuldades ou  aborrecimentos;
Sentir remorso e/ou envergonha e/ou culpa durante (e/ou depois) de comer compulsivamente;
 Gastar muito tempo comendo, ou pensando em comida;
 Esperar com prazer e antecipação pelo momento em que pode comer sozinho;
Planejar com antecedência essas comilanças secretas;
Comer sensatamente em companhia de outras pessoas, compensando depois, quando estás sozinho;
Ansiar desesperadamente comer em determinado momento, dia ou noite, fora da hora das refeições;
Exprimir repugnância em relação a hábitos alimentares, peso, corpo ou aparência;
Fica ressentido quando lhe dizem para "usar um pouco de força de vontade" e parar de comer tanto.


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