Saúde MaGGnífica – Tirando dúvidas 1

escrito por Marina Sena


Colesterol

O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo (ele é na verdade um álcool complexo). Como gorduras não se misturam com líquidos, o colesterol é insolúvel no sangue. Em nosso organismo, desempenha funções essenciais, como produção de hormônio e vitamina D.
No entanto, o excesso de colesterol no sangue não é prejudicial somente ao coração. De acordo com pesquisas científicas, o excesso de colesterol também pode resultar na doença de Alzheimer; e podem provocar também inflamações nos vasos, que, ao longo dos anos, dificultam a passagem de sangue. Assim, as células nervosas deixam de ser abastecidas adequadamente e param de funcionar direito por falta de nutrientes, o que contribuiria para o extermínio das memórias.

No pâncreas, o excesso de colesterol atrapalha a fabricação de insulina, responsável por colocar o açúcar para dentro das células, E com doses a menos desse hormônio na circulação, a glicemia sobe que nem foguete.
Nem as articulações estão a salvo da avalanche de colesterol. "Ele facilita o aparecimento de crises de gota", exemplifica Ricardo Fuller, chefe do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esse distúrbio, caracterizado por inchaço e dores intensas nas juntas - principalmente no dedão do pé -, depende de processos inflamatórios para dar as caras.

Em nosso sangue, existem dois tipos de colesterol:
- LDL colesterol: conhecido como "ruim", ele pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento;
- HDL colesterol: conhecido como "bom", retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

Como prevenir

Há algumas maneiras de evitar o aumento do colesterol e, até mesmo, diminuí-lo:
- exercícios físicos: a atividade física pode ajudar a emagrecer e a diminuir as tensões. Controlando o peso e fazendo exercícios ou praticando esportes, nos sentimos melhores e assim o risco de infarto é menor;
- não fumar: o cigarro é um fator de risco para doença coronária e multiplica os riscos, aliado ao colesterol;
- evitar o estresse: pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, relacionam os ânimos com as taxas de colesterol: "descobrimos que lidar de forma positiva com as situações estressantes é uma atitude associada a níveis elevados do bom colesterol", diz Carolyn M. Aldwin, a líder do estudo que analisou 716 homens com média de idade de 65 anos. "Em geral, o estresse provoca o aumento dos triglicérides e a diminuição do HDL porque os pacientes tensos tendem a comer mais e pior";
dieta com baixos níveis de gordura e colesterol: reeducação alimentar.

Há casos em que não se consegue baixar o colesterol com mudanças no estilo de vida. Adotar um programa regular de exercícios físicos, controlar a ingestão de gorduras e o peso, não fumar, nem sempre é o suficiente para controlar os níveis do colesterol no sangue e é necessário apelar para o uso contínuo e ininterrupto de medicamentos.

No site da Editora Abril, há um infográfico muito bacana para entendermos como o colesterol age em nosso corpo. Clique aqui para ver.


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