Reflexão MaGGnífica

escrito por Marina Sena


Olá!
Li esse texto há algum tempo e gostaria de dividí-lo com vocês!
É da Alcione Ribeiro, do blog Poderosas Gordinhas, na coluna "Opinião" da Revista Sem Medida.





Como me vêem


Em geral, as pessoas comentam: "você não é gorda, você é linda!". Como se fosse impossível ser linda e gorda ao mesmo tempo. Não consigo entender esse raciocínio. Mas tenho notado que muitas pessoas não me vêem como uma mulher gorda, como realmente sou, porque não permito que meu corpo seja maior do que a minha inteligência e personalidade.


Para mim, estar acima do peso é normal. Nada que me cause pânico ou traumas. Desde que aprendi a aceitar meu corpo exatamente como ele é, nada mais me incomoda, muito menos a constatação alheia de que sou gorda.


Quero, e acredito que consegui, que o mundo me veja exatamente como sou. Aos poucos, durante minha caminhada para a autoaceitação, me encontrei com a sensualidade, aprendi a expor minhas qualidades e finalmente deixei vir à tona a mulher mais deliciosa do mundo. Importa se os outros me acham linda? Sinceramente, não. Hoje sei que sou a gorda mais sensual que já conheci. Me importo quando me chamam de "cheinha", "fofinha" ou coisa parecida, porque isso é apenas uma forma que as pessoas encontram para não dizer que sou gorda. Isso sim me incomoda. Qual o problema em ser gorda?


O caminho que me levou à constatação de que sou quem eu desejo ser me fez perceber que sou muito mais mulher. Mais sexy e, com toda certeza muito mais feliz. E, para mim, o que importa é que o mundo veja a mulher que existe aqui dentro e aquela, sensual, que mostro para quem quiser ver.


Os estereótipos e padrões de beleza ditados por aí são irrelevantes. Não me rendo às exigências de uma sociedade que acredita que para ser feliz é obrigatório ser magra. Para mim, pior do que ser gorda é não ser verdadeiro. Prefiro ter alguns quilos a mais a ser uma mulher completamente "montada". Enfim, as "siliconadas" e "lipoaspiradas" que me desculpem, mas sou feliz do jeito que sou.


Já passei dos 30 e alcancei uma certa maturidade emocional, algo que gostaria muito de ter conquistado desde os 12 anos de idade. Hoje, posso dizer que realmente sou feliz com o meu corpo. É delicioso poder me olhar no espoelho, sem me incomodar com nada, desde uma dobra até uma cicatriz. Pode parecer narcisismo, mas adoro passar horas só de lingerie, me admirando, feliz com o sexy apeal que alcancei.


Porém, é importante lembrar que ser sexy não significa apenas usar roupas sensuais ou provocativas. Mas sim, ter consciência de que você é realmente sexy e, com isso, fazer uso da postura de uma mulher segura, feminina, madura e poderosa.


Que tal experimentar?


7 comentários:

  1. Olá meninas!
    Adorei saber que meu texto, por mais simples que seja, foi lido e compreendido. Espero que muitas outras mulheres possam se sentir livres, realizadas e de bem consigo mesma diante da constatação do sobrepeso. Ser feliz vai além das formas do seu corpo. Ser feliz é aprender a amar a si mesmo, mais do que qualquer pessoa no mundo.

    Bjs da gorda!

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  2. muito boa esta reflexao...

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  3. Sou fanzoca de carteirinha da Alci e quero em breve poder conhecê-la pessoalmente.
    Beijos

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  4. Ótimo texto!!!
    Concordo em gênero, número, grau e peso! Obrigada por escreve-lo Alcione! Obrigada por me apresenta-lo Marina.

    Sempre digo que a felicidade está na cabeça, não no corpo!

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  5. Li esse texto há algum tempo, e ele foi muito muito bom para mim na época. Foi ali que conheci a Alcione, e virei fã também!
    Adoroooo!

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  6. Muito bom o texto! Frases com impacto! Até "copiei" em meu face.

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Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!

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