Organizar uma estante de livros pode ser algo divertido, tanto para o seu lado bibliotecário como para o lado decorador de interiores. Há diversos métodos práticos de classificação de livros, mas poucas alternativas permitem experimentar bastante em aparência e funcionalidade.



Doe livros que você não queira mais. É mais fácil abandonar os livros indesejados antes de organizar a coleção inteira. Coloque em caixas aqueles títulos que nunca serão usados em uma nova leitura ou, ainda, pela primeira vez. Você pode vendê-los para livrarias de usados, sebos, casas de caridade, bibliotecas ou páginas da internet como a Estante Virtual.

Observe as restrições de tamanho. Antes de elaborar um plano principal, conheça bem as suas limitações. Algumas estantes têm prateleiras com espaçamento diferente, podendo ser necessário colocar os livros de capa dura em um local e os de capa normal em outro. Livros didáticos ou de arte podem precisar ser empilhados para caber adequadamente. Divida os seus livros para que se conformem às restrições existentes e trate a cada pilha como uma tarefa de organização isolada. Livros grandes e pesados devem ser guardados em prateleiras resistentes, geralmente as mais baixas. Evite colocá-los acima da altura da cabeça.

Divida as seções de ficção e não ficção. Tire todos os livros dos lugares e divida-os em grupos de acordo com a natureza dos assuntos. Você geralmente estará com o desejo de ler uma dessas duas categorias e, assim, essa classificação facilitará a sua escolha para uma leitura imediata.

Classifique as ficções por gênero ou autor. Divida uma coleção grande e variada por gênero, mantendo cada livro em uma ou em um grupo separado de prateleiras. Em cada gênero, separe os livros alfabeticamente, pelo último nome do autor. Se você tem apenas duas ou três prateleiras de ficção ou, ainda, se a maior parte dos livros de ficção pertence a um mesmo gênero, classifique-os pelo último nome do autor, sem dividi-los. Alguns gêneros comuns de ficção incluem mistério, obras literárias, infantojuvenil, fantasia e ficção científica.

Classifique os livros de não ficção por tema. Faça-o em prateleiras separadas. Observe o quanto você tem, de modo geral, em cada categoria. Idealmente, você deve manter de uma a três prateleiras por categoria. Pode ser necessário pensar em temas mais amplos ou restritos para chegar a esse resultado:
Há diversos temas de não ficção, incluindo jardinagem, culinária, história, biografia, biologia e livros de referência.
Uma coleção especializada pode ser classificada com diversos subtemas. Por exemplo, uma coleção de história pode ser dividida por continente, a seguir por país e, finalmente, por período. Se a sua residência tiver muitos livros de não ficção, opte por um método de classificação decimal.

Classifique os livros por tamanho. Considere essa opção se você tem livros que vão desde os finos periódicos até imensos livros de arte. Coloque os títulos mais altos na prateleira mais baixa, posicionando aqueles cada vez menores mais altos, à medida que você sobe na estante, criando uma aparência limpa e organizada. Em algumas estantes, isso é necessário para adaptar a altura de cada prateleira.

Separe os livros com base na cor. Esse sistema funciona muito bem, mas é mais bem empregado se você tiver uma única estante. No caso de coleções maiores, ele pode tornar mais difícil o ato de encontrar um livro específico. Aqui estão alguns sistemas de classificação baseados na cor da lombada:
Uma cor por prateleira (uma prateleira azul, outra verde e assim por diante). Se você tiver problemas preenchendo uma única prateleira, envolva alguns dos livros com papel kraft.
Um gradual fluxo de arco-íris fluindo de uma cor até a outra, ou das cores mais saturadas até os tons pastéis.
Um padrão que cria uma bandeira ou outra imagem simples, quando a estante está toda preenchida. Essa organização requer bastante tempo, mas pode ser bem impressionante.

Faça um arranjo de acordo com a frequência de uso. Essa é uma ótima forma de organização quando você consulta os livros constantemente para fins de pesquisa ou referência. Mantenha aqueles usados diariamente na prateleira à altura dos olhos ou um pouco abaixo, onde você possa vê-los e alcançá-los com facilidade. Os livros que quase nunca são abertos podem ficar nas prateleiras acima da altura da cabeça.
Se você tiver livros suficientes para encher duas ou três estantes, preencha aquela que for mais visível com os títulos importantes. Se a sua coleção for ainda maior, esse sistema pode não funcionar muito bem.

Crie a cronologia de sua vida. Preencha as prateleiras superiores com livros que você tenha lido na infância, adicionando mais para baixo todos os outros, na ordem em que os descobriu. Esse método funciona melhor para os livros com fortes lembranças associadas — e para pessoas com excelente memória.

Reserve uma prateleira para os seus títulos favoritos. Não importando qual método você escolha, há a opção de manter uma prateleira especial. Sendo geralmente a mais visível, é nela em que você colocará as primeiras edições, as cópias assinadas ou, ainda, aqueles livros que mudaram a sua vida.



Fotos : Pinterest  e Tudo no Lugar


Dicas:

- Depois de retirar todos os livros, tire a poeira das prateleiras vazias e dos próprios livros. No caso daqueles especialmente empoeirados, use um aspirador de pó com adaptador para itens pequenos.
- Você pode comprar capas brancas para esconder livros com lombadas feias ou desgastadas.
- Livros são mais pesados do que parecem. Não pegue pilhas muito pesadas para serem carregadas com conforto. Levante-as com os joelhos, mantendo as costas eretas, para evitar a ocorrência de lesões.



Uma boa leitura dispensa com vantagem a companhia de pessoas Frívolas (Marquês de Maricá). 



Bjs, Bianca

Olá, sou Bianca Personal Organizer da empresa Tudo no Lugar.  
A organização está presente em minha vida desde sempre, é algo que me completa! Tudo no lugar surgiu para ajudar as pessoas que vivem na correria das grandes cidades, não tendo tempo para se organizar.

Um ambiente organizado gera menos stress familiar, traz harmonia para o lar, sensação de controle e bem estar. Manter a vida organizada gera um conforto e qualidade de vida.

O Personal Organizer é um profissional que ajuda organizar sua casa, cria condições para manter em ordem e apresenta soluções e instrumentos que permitem otimizar espaço e tempo.

A organização é um processo contínuo, pode exigir mais ou menos de acordo com o perfil de cada um. Mas acredite, é sim possível ser organizado.


O objetivo da consultoria é adequar o estilo de vida da cliente ao padrão de organização ideal para o seu cotidiano, levando soluções práticas e eficazes para a rotina da família. O serviço é totalmente personalizado e leva em consideração o perfil de cada cliente.

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Como todo mundo sabe, nesse final de semana rolou o Fashion Weekend Plus Size, e eu, a Marina e Alinne conferimos de perto esse evento - que foi muito legal.
Mas esse texto não é sobre o evento. É sobre o mundo.

O evento teve tanta mulher maravilhosa - e não só porque eram modelos, mas porque toda mulher é muito maravilhosa - e eu fique totalmente apaixonada. Eu me sentia nas nuvens vendo aquilo. Deslumbre à parte, é claro que quem curte o evento curte também ver a repercussão e é sensacional que portais de grande divulgação, como o R7, também tenham escrito sobre o FWPS.

Acontece que, a partir do momento em que alguém toma para si a posição de 'fora do padrão', esse alguém deve também lidar com alteridade. E é isso que eu vi nesse evento: mulheres gordas, gordinhas, altas, baixinhas, negras, brancas, ruivas, loiras, morenas, trans, cis, héteros, homo, bis...e tudo muito bonito. O evento não era só para falar de tamanho de corpo, mas para falar de aceitação e beleza, de qualquer maneira. E vem o R7 com essas legendas:




"Essa não é plus size, né?" Não? Será? Vamos mesmo, num universo de minorias, marcar um IMC correto para uma modelo ser plus? Não é o suficiente que ela esteja desfilando sem ser anoréxica, branca e de olhos claros? Pense na sociedade escravocrata, misógina e violenta que você vive, senhor editor da R7 e me diga: essa mulher, com 24 anos,  ser a imagem de uma grife de moda não te parece 'fugir do padrão'?

A Dayana Toledo é uma mulher linda, representativa e maravilhosa.

Sabe o que significa plus pra mim? Mais. E sabe o que é ser 'mais'? É sair de perto de tudo que for estipulado, violentamente, por rótulos. Se está dividido em caixinhas, eu não quero saber.
Porque todo mundo pode tudo. A moda é democrática!



Por muito tempo, sofri porque nada que é 'jeans de verdade' dava certo em mim. A proporção entre meu quadril e minha cintura exigiam que tudo que eu comprasse tivesse elastano. Um belo dia dessa semana, cansei dessa vida, comprei uma bermuda jeans da Lunender que passasse na minha cintura e amarrei o cinto no último. Ficou largo? Ficou. Sobrou na cintura? Sobrou. Mas eu tava felizona de 'jeans de verdade'.


Além do 'jeans de verdade' ser mais legal porque marca menos, ele fica estonado de uma maneira mais sincera, o que eu acho que contrasta lindamente com a blusa tão fofinha de unicórnios. O sapato vermelho é para garantir que haja vermelho em minha vida, porque é condição necessária para mim.




Misturei anéis bem pesadinhos também, em tons de prata, porque a blusa já vem com a gola em prata não 'aceita' bem colar. Até ficaria desconfortável.


De tardinha deu uma esfriada, e coloquei um blazer cru/gelo/nude que fica lindo com tudo e tá maravilhoso.

 


Como estava caminhando, até desdobrei o shortinho para ficar mais confortável. E eu achei que continuou lindo.

Para quem quer fazer parecido, tem esse short aqui
Blusinha da coleção antiga, mas a Antix é um antro de fofura, clica aqui
Bijuterias maravilhosas da Orfphen você pode conferir na Fan Page deles.
O sapatinho é Usaflex e o casaco eu tirei a etiqueta há anos. Ops!
(ah, é..Quase esqueci: o batom é o diva, da MAC)

E vocês, gostaram? São chegadas em um 'jeans de verdade' ou preferem com elastano? Conta pra mim aqui, na Fan Page, no Twitter ou no Instagram!

Beijos vermelhos,

Marcella Rosa.


26 de jul de 2015

Desafio dos 50 looks: 1 e 2



Oi gente!

Como vocês sabem eu passei do manequim 54 pro 40 no último ano. Isso significou perder todo o meu guarda roupa e claro, não tem bolso que aguente refazer tudo em pouco tempo. Então eu tenho comprado poucas peças em fast fashions, uma ou outra coisa diferente pra dar aquela levantada no ânimo e tenho usado muita coisa que veio do armário de amigas, irmã e primas. 

Desde que eu me tornei mãe, meus hábitos de consumo mudaram demais. atualmente eu fico muito incomodada com peças paradas no guarda-roupa e tendo a fazer compras mais planejadas. Mas, por outro lado, nunca gostei de peças caras no meu guarda roupa. Compro muito em promoções e acho bes interessante inventar jeitos novos de usar as mesmas roupas. 

Isso dito, eu estava esses dias choramingando que estou sem roupa, que estou sempre vestindo a mesma coisa e parei pra pensar que na verdade, não é assim. Então resolvi me propor um desafio: eu montarei 50 looks diferentes só com as peças que já estão no meu guarda-roupa. Isso vai me forçar a ser mais criativa e sair da mesmice. E toda semana vou postar aqui pra quem sabe, inspirar vocês a verem suas roupas de outra forma. As fotos não serão as melhores, mas nesse caso, o que importa são as combinações!

Talvez eu leve mais do que 50 dias, afinal, é inevitável repetir alguma coisa. Mas a intenção é acabar em menos de três meses. Então vamos conferir alguns do que usei nessa semana!

Look 1: Foi o meu preferido. Juntei uma calça pijama do verão passado e uma regata e coloquei a camisa jeans e uma sapatilha de bico fino super antiga pra deixar mais invernal. Combinei com o colar curto pra não me atrapalhar muito na rotina de trabalho e mãe. 

 




Calça: Riachuelo (ainda tem ela AQUI) | Regata: C&A (tem AQUI) | Camisa Jeans: Sawary (tem parecido AQUI)| Sapatilhas: Via Uno (tem parecida AQUI) | Colar: Armário da minha mãe (tem parecido AQUI)

Look 2: Uma calça flare e uma bata de mangas flare estampada e pronto! Complementei com mocassins (viu como fica bom flare com sapato baixo?) e ficou bem confortável.





Calça Jeans: Banana Republic (tem parecida AQUI)| Bata: La Qualité (tem similar AQUI) | Mocassim: da minha mãe (tem parecido AQUI) 

Gostam desse tipo de postagem, com looks bem usáveis e fotos menos produzidas? Me contem aqui, na Fan Page, no Twitter ou no Instagram!

Beijo!

Carol





Conheci Letícia quando a gente tinha 7 anos. Na praça. Eu, criança gordinha, perdi várias vezes no pique-esconde para aquela magrelinha que corria...corria. Anos depois, estudamos na mesma escola, e, enquanto ela participava do atletismo, eu usava toda minha força no handball. Desde então, a gente nunca mais se separou. Ela desenhava, eu escrevia. Sempre assim: nos trabalhos de geografia ela fazia o mapa; nos de português, eu fazia o conto. Nunca tivemos uma amizade de cobranças: sempre foi leve. Ela tinha a melhor amiga dela e eu a minha, mas éramos amigas assim: ‘tô acompanhando sua vida, você a minha’.

Nessa foto, eu e a Lê aos 13/14 anos

E a gente nunca exigiu nada uma da outra além do sorriso. Nas tardes de verão, íamos nadar e ouvir ‘Gabriel, o pensador’. Nas noites de setembro, comer massas na festa da praça. E conforme crescíamos, crescia o talento da Letícia. Desde o colégio, ela sempre soube que desenhar era a sua. Enquanto a nerd aqui anotava loucamente a matéria, eu olhava pro lado e estava lá a Letícia, rabiscando com o que tivesse em mãos, a apostila, a carteira, os braços (os meus braços e pernas). Para ela, tudo é papel. Para mim, tudo nela é muito bonito.
 Aos 16 anos, sofrimento adolescente
Numa viagem à Ubatuba, a Letícia ficou entendiada e pintou a gente.
Eu adorava inventar histórias malucas, de vampiros, de dilúvios, de momentos pós-apocalípticos, de romances sanguinolentos. E a Letícia desenhava as minhas histórias. Ela me levou a sério, sempre. Eu sabia que ela era a pessoa mais talentosa que eu já tinha conhecido. A vida adulta chegou, e a Letícia não deixou por menos: foi pra Sampa e fez o sonho dela acontecer. Mulher forte, encarou, saída do interior, a cidade grande. E fez faculdade. E fez curso. E fez sucesso. Os desenhos no sulfite foram para os muros, para as roupas. A arte da Letícia saiu de Batatais e foi conhecer outros olhos, que não os meus.
uma das primeiras caricaturas que a Lê fez de mim, 
lá pelos idos de 2004.

Uma vez a Letícia me disse que o nome dela significava ALEGRIA. Que dúvida? Se um dia eu fizer um livro, queria que ela o ilustrasse, como fez com a minha infância. 


mais de uma década de amizade depois



Letícia Anguito é formada em Design Gráfico pela Belas Artes, em São Paulo; fez MBA em Gestão de Marcas. Assina seus trabalhos com a marca Let&Cia. Hoje, é designer de estampas da Carmen Steffens. Seus focos de interesse são: design, estamparia, pintura de interiores e arte urbana.
  Grafite feito para o evento feminista "Ferro na Boneca"


Letícia criando estampas, aqui com canetão e aquarela



Mulheres MaGGníficas é uma coluna dedicada a apresentar mulheres, anônimas ou não, que representam de maneira exemplar o gênero feminino: mostrando seu talento, sua força  e inspirando empoderamento em todas nós.


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