Bem mais que um rostinho bonito

escrito por Marina Sena


Eu tô vibrando tanto com o look de hoje que quase não me aguento aqui de tanta lindeza, sério! Acho que é meu look preferido dos últimos tempos: eu amo demais tudo nele!

Ai, nem sei por onde começar a contar... ♥

Quando vi essa t-shirt no penúltimo Pop Plus, fiquei maluca! E mesmo ela sendo um tamanho maior que o meu (não tinha mais do meu número), quis ainda assim! Geralmente eu sou a dos croppeds, mas uma t-shirt soltinha assim é bem mais confortável para usar com legging, por exemplo. E quando a t-shirt tem mensagem eu gosto ainda mais!



Bem mais que um rostinho bonito diz muito sobre nós. Quem nunca ouviu aquela infeliz frase: "Mas você tem um rosto tão lindo, por que não emagrece?". Ninguém merece ouvir isso, né?

E as manguinhas? Não posso de jeito nenhum deixar de mencionar! Elas são muuuito lindas, com textura, parece um veludinho: me apaixonei total! Amei as cores da t-shirt também - reparem que nas costas é preto!


O short chegou em boa hora! Ele é lindo, destroyed, curtinho, e tem uma corrente que eu achei bem vintage (lembram quando era mesmo moda?). Eu amo botar as pernas de fora, vocês bem sabem, e combiná-lo com essa t-shirt fez o look ser muito minha cara! 



E esse é um dos meus looks favoritos também porque celulites apareceram e eu achei tão lindo vê-las assim, num momento em que eu me sentia radiante! Inimiga de muitas mulheres, a maioria de nós não consegue encará-las como algo natural do nosso corpo - que é o que elas são. Fazem parte de nós, do nosso corpo, e por isso merecem ser olhadas com um pouco mais de carinho! Enxergar mesmo como uma partezinha de nós, nos livrando aos poucos da ideia de serem um defeito. Aprendemos por muito tempo a odiá-las e mudar essa ideia não é mesmo fácil, mas é sim possível!



Outra coisa que amo é usar bota com short/saia/vestido. Eu acho bonito e estiloso, mesmo botinha sendo teoricamente de inverno. Acho que fica diferente, com uma vibe de surpresinha no look. Sem contar que o momento certo para usar brilho é na hora que a gente quiser usar!


Preciso também falar desse lugar! Descobri o Hostel Paradiso quando procurava no AirBnb lugares diferentes para me hospedar. Encontrei essa campervan maravilhosa que fica dentro do espaço do hostel, e dá pra dormir aí dentro! Fiz a reserva na mesma hora em que vi, queria muito ter essa experiência, e ela é mesmo maravilhosa! Acho bem bacana a ideia de motorhome e eu nunca havia vivenciado nada parecido. Foi demais!



Vamos ver de onde são todas essas belezinhas?
T- shirt NaBeca | Short Tintoria | Bota Urban Flowers | Anel Thalita Laleme | Brinco Acervo

Local: um pedacinho da lindeza que é o Hostel Paradiso

Gostaram do meu look? Não tá lindimais? Me contem o que acharam! Pode ser aqui, no Face ou no Insta (@maggnificas). O short foi presente da marca; a t-shirt, a bota e o anel eu comprei. Tudo o que está aqui é de verdade e eu uso mesmo! ;)

Beijo beijo!



Entre o Pequeno Príncipe e o seu sadismo disfarçado de liberdade.

escrito por Rosa


Há alguns anos e em outro blog, eu escrevi criticando muito o Pequeno Príncipe sobre aquela frase que aparece em 11 de cada 10 textos bregas: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.  Essa frase, que é ainda pior pra quem acredita em vida eterna, tem um peso bizarro sobre relacionamentos: a ideia da reciprocidade compulsória.

Mas é óbvio que ninguém é obrigado a estar com ninguém nessa vida e nem deveria ficar por qualquer motivo que não seja a livre e espontânea escolha. O que eu acrescentaria ao texto da Marcella de anos anteriores é um conhecimento que eu precisei sentir na minha pele - e na das minhas amigas queridas - para entender: não ter reciprocidade não precisa significar ser um escroto.

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Somos, enquanto mulheres, treinadas à entrega amorosa.Somos ensinadas à dedicação afetiva, sentimental, à disponibilidade. Somos estruturalmente criadas a nos por de lado pelo sentimento do outro e, enquanto feminista, é sempre uma luta todo dia contra mim mesma para lembrar que a primeira pessoa a quem eu tenho que me dedicar exclusivamente sou eu.

Mas achar que o Pequeno Príncipe exagerou não pode levar a outro extremo: o sadismo disfarçado de liberdade, isto é, porque sou livre vou embora sem mais nenhuma explicação. Esse é só mais um texto dos milhões sobre responsabilidade afetiva que você vai ler por aí, mas tudo bem: é importante dizer o óbvio às vezes, sim. Especialmente quando todos os dias um caso diferente de um homem que diz amar loucamente a mulher resolve, no dia seguinte, que não a ama tanto assim.

Já amei muito uma pessoa que disse que não estava pronta para me amar. E assim nos relacionamos, eu a amando muito, ela não podendo me amar. E eu senti muita tristeza com isso e até um pouco de raiva. Hoje, exatamente no dia de hoje, consigo ver o tamanho da honestidade dessa pessoa, da consciência afetiva de quem sabe ser honesto e dizer: não posso oferecer o meu amor. Hoje eu sei disso, mas nem sempre foi assim.

Todo ser humano quer ser amado: não ludibriar alguém com amor é nobre. Usar disso para convencer alguém a ficar sabendo que não tem nada ali para o oferecer é sádico.

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Tem gente que é doente e tão mal caráter que não enxerga o próprio movimento de prometer um mundo sem ter sequer um grão de areia para oferecer. Não, ninguém é eternamente responsável por quem cativa, mas deveria encerrar com dignidade e empatia a história, mesmo que ela tenha sido escrita por um autor só. Mesmo que você tenha dito que não queria nada - sua boca disse, mas e os seus atos? Mesmo que você tenha avisado desde sempre que não daria certo. Ter cuidado ao encerrar um relacionamento diz muito mais sobre empatia do que sobre amor. Muito mais sobre ética. É fácil pensar no outro quando a gente está apaixonado, mas quando a outra pessoa não é mais quem você ama, é preciso olhar para ela como um ser humano, um universo todo, e não como um empecilho para sua diversão. 



Somos Marcella Rosa e Marina Sena, parceiras no blog, na luta e na vontade de mudar - nem que seja um pouquinho - o mundo. O Maggníficas é um pouco de nós, porque aqui tem moda democrática, empoderamento feminino e amor próprio. Nosso foco é a sororidade e a vivência plena de todos os corpos, porque acreditamos que somos todas maggníficas e que todo mundo pode tudo!

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